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Suspeito de atentados tinha sido detido na Turquia

Ainda há um suspeito a monte. Atentados reivindicados pelo Daesh mataram pelo menos 35 pessoas e feriram 200.
22 de Março de 2016 às 07:31
Najim Laachraoui terá participado nos atentados de Paris e ter-se-á feito explodir no aeroporto de Bruxelas
Najim Laachraoui terá participado nos atentados de Paris e ter-se-á feito explodir no aeroporto de Bruxelas FOTO: DR

O presidente da Turquia revelou que um dos suspeitos dos atentados de terça-feira foi preso na Turquia em junho mas acabou deportado para a Bélgica.

A identidade do suspeito em causa foi depois revelada: Ibrahim El Bakraoui, um dos irmãos que se fez explodir no aeroporto de Bruxelas.

Durante a tarde desta quarta-feira,  foi confirmado que Najim Laachraoui é o segundo bombista suicida no aeroporto de Bruxelas. As autoridades confirmam que se fez explodir ao lado de Ibrahim El Bakraoui. Pensava-se que Laachraoui estava em fuga.

21 portugueses feridos nos atentados
Pelo menos 21 portugueses ficaram feridos, esta terça-feira, durante os ataques terroristas que aconteceram na capital da Bélgica. 

A informação foi confirmada esta quarta-feira pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

No entretanto, os terroristas que atacaram o aeroporto internacional de Bruxelas já foram identificados. Os dois bombistas suicidas são os irmãos Khalid e Brahim El Bakraoui, segundo explicou fonte policial à televisão estatal belga RTBF. O terrorista que estava em fuga também já foi identificado: Najim Laachraoui.

Najim Laachraoui foi dado, ao início da manhã desta quarta-feira, como tendo sido capturado em Anderlecht, mas a informação acabou por ser, mais tarde, desmentida pelas autoridades belgas. 

Os dois irmãos El Bakraoui, com 27 e 30 anos, eram conhecidos das autoridades. Um deles estava referenciado por suspeitas de terrorismo e o outro tinha pena por cumprir por ter disparado contra a polícia. Khalid tinha alugado uma casa na rua de Dries, em Forest, Bruxelas, onde houve um raide policial na semana passada. A casa alugada, sob identidade falsa, era o número 60, a mesma casa onde durante o raide antiterrorista foi morto um atirador que estava barricado e dois conseguiram fugir. Foram feridos 4 polícias. As autoridades acreditam que os dois suspeitos que fugiram durante a operação no passado dia 15, possam ser os dois irmãos.







Terrorista em fuga
O terceiro homem captado nas imagens de viodeovigilância do aeroporto foi identificado como sendo Najim Laachraoui de 24 anos, que se terá feito explodir no aeroporto de Bruxelas. O ADN de Najim foi encontrado no material explosivo utilizado nos ataques a 13 de novembro, em Paris.

Najim foi para a Síria em fevereiro de 2013 e é procurado desde dezembro. Em setembro, Najim passou pela fronteira austro-húngara sob a identidade falsa de Soufiane Kayal, na companhia de Salah Abdeslam e de Mohamed Belkaid, o argelino abatido pela polícia em Forest. Laachraoui arrendou uma casa, com um nome falso, na comunca belga de Auvelais, que serviu para preparar os atentados de Paris.

Os investigadores também consideram que, na noite dos ataques em França, falou ao telefone com os bombistas suicidas que estavam em Paris, tal como fez Belkhaid.

Laachraoui foi, segundo os meios de comunicação belgas, o responsável por fazer os cintos de explosivos usados em Paris e o seu ADN foi encontrado em dois deles (num usado no Bataclan e outro no estádio de França), noticia a televisão RTBF.

Também foram encontradas impressões digitais de Laachraoui na casa do bairro de Bruxelas de Schaerbeek, onde as autoridades acreditam que foram fabricados os cintos de explosivos usados em Paris.





Os terroristas transportavam as bombas em malas que colocaram em carrinhos de transporte de bagagem.

"Eles chegaram de táxi, com malas - as bombas estavam dentro das malas. Eles puseram as malas em carrinhos. As duas primeiras bombas explodiram", afirmou o autarca de Zaventem, Francis Vermeiren.

"O terceiro [terrorista] também colocou a sua mala num carrinho, mas deve ter entrado em pânico, ela não explodiu", acrescentou.

Ataque reivindicado pelo Daesh
O grupo terrorista Daesh reivindicou a autoria dos atentados desta terça-feira em Bruxelas, que fizeram pelos menos 34 mortos e um número ainda indeterminado de feridos. 

Pouco antes 8h00 da manhã locais (7h00 de Lisboa) duas explosões no Aeroporto de Zaventem causaram pelo menos 15 mortos e uma outra explosão numa estação de metro na zona de Maelbeek (que provocou 20 mortos) levaram as autoridades belgas a pedir à população para permanecer em casa. A explosão no aeroporto foi causada por um ou mais bombistas suicidas, informaram as autoridades belgas.


Foto dos supeitos
A polícia belga divulgou a imagens de dois suspeitos em Zaventem. A fotografia, retirada de uma câmara de vigilância mostra dois homens vestidos de preto com uma luva preta na mão esquerda. Um terceiro homem, vestido de branco, também é suspeito de envolvimento nos atentados e estará neste momento em fuga.

O governo português confirmou a existência de uma portuguesa ferida, sem gravidade, na explosão do metro. Trata-se de uma jovem natural de Coimbra que foi assistida no local encontrando-se já em casa.


















Terceira bomba detonada
A Reuters anuncia que as autoridades fizeram detonar uma terceira bomba noa aeroporto belga. Foi uma explosão controlada do engenho, que presumivelmente deveria ter rebentando durante os atentados.

Segundo a RTBF, foi encontrada uma kalashnikov no hall de partidas do aeroporto. Já o canal de televisão VTM adianta que foi recolhido um cinto de explosivos intactos, encontrado no mesmo aeroporto.



O ministro-presidente da região capital de Bruxelas, Rudi Vervoort, confirmou à rádio Bel RTL que o plano de emergência foi ativado e que o aeroporto está encerrado.

Anke Fransen, porta-voz do aeroporto confirmou que houve "duas explosões na zona de embarque" e que cuidados médicos já estão a ser prestados aos feridos no local.

Relatos de meios de comunicação local que citam passageiros do aeroporto de Bruxelas, afirmam que as explosões ocorreram perto da zona de embarque de voos para os EUA e que haverá vários feridos. Há ainda relatos de passageiros em pânico.

As linhas de comboio que passam pelo aeroporto estão suspensas e nenhum voo está autorizado a partir ou a aterrar em Zaventem.

Alerta em Portugal após atentados
A secretária-geral do Sistema de Segurança Interna revelou esta terça-feira que todas as forças de segurança da Unidade de Coordenação Antiterrorismo estão a acompanhar os acontecimentos de Bruxelas, mantendo-se o nível de alerta em Portugal.

"Todas as Forças e Serviços de Segurança que integram a Unidade de Coordenação Antiterrorismo estão a trabalhar em completa articulação e a acompanhar os acontecimentos que estão a ocorrer em Bruxelas, mantendo contacto com as suas congéneres e recolhendo todos os dados necessários à sua avaliação", informou, em comunicado, o gabinete da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna.

Segundo o comunicado da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Portugal "não alterou o grau de ameaça, mantendo-se moderado".

"Contudo, as Forças e Serviços de Segurança reforçaram a vigilância e a segurança em áreas e locais de maior concentração de pessoas", acrescentou.

Terça-feira de manhã, uma fonte do Serviço de estrangeiros e Fronteiras disse à agência que o controlo de passageiros nos aeroportos nacionais tinha sido reforçado na sequência das explosões de Bruxelas, apesar de se manter o nível de alerta.
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