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Correio da Manhã

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Expulso do tribunal

Eduardo Mello, o português que começou ontem a ser julgado em Barcelona sob a acusação de ter morto, em 2003, a sua companheira com mais de 75 golpes de catana e punhal, foi expulso do tribunal na primeira sessão do seu julgamento, após ter criado alguns distúrbios.
10 de Janeiro de 2006 às 00:00
Tudo começou na leitura da acusação. Logo nos primeiros minutos da audiência, Eduardo Mello, de 42 anos, insurgiu-se contra as alegadas provas que o incriminam (“isto tudo é uma farsa”) e foi mandado retirar da sala pela juíza. Minutos mais tarde, e depois de uma conversa com o seu advogado, regressou, mas por pouco tempo.
É que quando lhe foi pedido para se declarar culpado ou inocente, Eduardo acabou por criar distúrbios, afirmando que as suas declarações prévias tinham sido “totalmente deturpadas” e que o julgamento era “uma autêntica palhaçada”.
Registe-se, entretanto, que a acusação – exercida pela filha da vítima – exige 28 anos de prisão para Mello, enquanto a defesa pede apenas três meses, baseando-se no facto do réu ter confessado o acto (“em legítima defesa”) e estar mentalmente perturbado. Já o Ministério Público de Espanha quer condenar o português a 22 anos.
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