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Correio da Manhã

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Falso espião condenado a perpétua

Um antigo ‘barman’ que se fez passar por espião durante dez anos, extorquindo verdadeiras fortunas às suas vítimas, foi condenado a prisão perpétua, esta terça-feira, por crimes de roubo e rapto.
6 de Setembro de 2005 às 15:02
Robert Handy-Freegard, de 34 anos, foi considerado culpado de burla em Junho último. O falso espião burlou pelo menos sete pessoas, extorquindo-lhes dinheiro. As vítimas eram persuadidas a entregar dinheiro para suportar os custos de protecção que o burlão oferecia fazendo-se passar por um espião do MI5, os serviços secretos britânicos. Robert Handy-Freegard convencia as vítimas de que estavam a ser perseguidas pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) e pela máfia polaca. O burlão terá conseguido ‘amealhar’ cerca de um milhão de libras.
O antigo ‘barman’, que com os fundos extorquidos viveu um estilo de vida luxuoso, imitando a personagem cinematográfica "James Bond”, com a compra de objectos de grande valor como relógios Rolex , BMW's, fatos feitos à medida e calçado da maior qualidade, foi condenado num tribunal de Londres de 20 acusações, incluindo duas de rapto, dez de roubo e cinco de fraude.
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