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Correio da Manhã

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Falta de acordo autoriza ofensiva de Israel

O ministro da Justiça israelita, Haim Ramon, afirmou esta quinta-feira que a falta de uma declaração-conjunta sobre um cessar-fogo no Médio Oriente no final da conferência de Roma, realizada ontem, representa uma autorização para que Israel continue a ofensiva militar no Líbano.
27 de Julho de 2006 às 08:36
"Recebemos ontem (quarta-feira) em Roma uma autorização, de facto, do mundo - parte dele a ranger os dentes e outra parte a dar a sua bênção - para continuar a operação, esta guerra, até que a presença do Hezbollah seja eliminada", disse Haim Ramon.
O governante, que falava à rádio militar israelita, é considerado um homem muito próximo do primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert.
Ontem, líderes europeus e norte-americanos concordaram na conferência internacional de Roma de que é necessária uma acção urgente para travar os bombardeamentos e a morte de civis no Líbano, no entanto, o encontro terminou sem que tivesse sido emitida uma declaração conjunta sobre um cessar-fogo e com a declaração final a limitar-se a apelar ao fim das hostilidades.
Os participantes apoiaram o projecto de criação de "uma força internacional autorizada sob mandato da ONU" para ajudar a população libanesa.
A conferência de Roma reuniu os ministros de Negócios Estrangeiros de 14 países (Estados Unidos, Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Canadá, Chipre, Grécia, Rússia, Turquia, Jordânia, Arábia Saudita e Egipto) e o primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora.
Também presentes estiveram o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o Alto Representante da União Europeia para a Política Externa, Javier Solana, e o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz.
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