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Correio da Manhã

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Família angolana vive há mais de 60 dias no aeroporto da Coreia do Sul

Governo sul-coreano recusa pedido de estatuto de refugiado por falta de "razão evidente."
25 de Fevereiro de 2019 às 19:38
Aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul
Avião
Aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul
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Aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul
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Nukuka Lulendo, a mulher e os quatro filhos, com menos de 10 anos, vivem desde o dia 28 de dezembro numa zona de trânsito do aeroporto Incheon, na Coreia do Sul.

Segundo o jornal The Korea Herald, a família angolana pediu ao governo sul-coreano a possibilidade de obter o estatuto de refugiado, que lhe foi recusado, pelas autoridades, por não existir "razão evidente" que justificasse a entrada no país.

O representante legal da família, Lee Sang-hyun, da Associação Duroo, repudiou as ações do governo, não aceitando a decisão do Ministério da Justiça. "Não podemos aceitar a forma como o Ministério [da Justiça] concluiu que não exista uma razão evidente para a família requerer asilo na Coreia", afirmou, em declarações ao jornal.

Lee Sang-hyun acrescentou que a família não tem condições económicas, come menos de três refeições por dia, tem de tomar banho nas casas de banho do aeroporto e ainda dormir no local.

Numa carta publicada por um grupo defensor dos direitos humanos, a família Lulendo revelou: "Estamos a viver em condições pelas quais nunca passámos antes. Os nossos filhos tremem com o frio do inverno que nunca conheceram. Também somos seres humanos."

A primeira audiência com o Ministério da Justiça sul-coreano está marcada para dia sete de março, onde será decidida a validação do estatuto de 'refugiado' à família.

No entanto, a decisão final apenas será conhecida entre os meses de maio e junho. Até lá a família de Nukuka Lulendo permanecerá a viver no aeroporto.

The Korea Herald Nukuka Coreia do Sul Justiça questões sociais
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