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Correio da Manhã

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FAMÍLIAS IRAQUIANAS PROCESSAM ESTADO BRITÂNICO

O governo de Tony Blair vai ter de responder pelas mortes de iraquianos causadas pelas suas tropas no Iraque, depois de um grupo de advogado britânicos, representando 12 famílias iraquianas, ter avançado esta quarta-feira com uma acção junto do Supremo Tribunal britânico.
5 de Maio de 2004 às 15:40
As famílias das vítimas iraquianas exigem saber em que circunstâncias os soldados britânicos mataram os seus parentes. A acção apresentada ao Supremo Tribunal exige a abertura de um inquérito independente às mortes em causa.
Os advogados responsáveis pela acção representam, até ao momento, 12 famílias de iraquianos, alegadamente mortos em circunstâncias ainda por esclarecer.
Phil Shiner, um dos advogados responsável pelo processo, defende que o governo britânico não pode ficar indiferente a tantas acusações de mortes sem razão ou situações de tortura, depois de ter dado como terminada a guerra no Iraque.
Não houve ainda qualquer resposta por parte do ministério britânico da Defesa a este processo.
Entretanto, Tony Blair aguarda os resultados das investigações sobre as alegadas torturas infligidas por soldados ingleses a prisioneiros iraquianos. O primeiro-ministro britânico considerou que alegações desta natureza são "muito graves", e caso se comprove serem verdadeiras a situação é "completamente inaceitável".
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