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Correio da Manhã

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Fantasias gravadas levam juiz à demissão

Um juiz do Tennessee demitiu-se depois de se tornar público que gravou uma cassete de áudio do que parece ser uma sessão de tortura culminando em homicídio. O caso remonta a 2005, altura em que a gravação foi entregue às autoridades por uma antiga secretária do juiz, mas só em 2007 a sua existência foi noticiada, forçando o magistrado a resignar.
4 de Janeiro de 2008 às 00:00
John B. Hagler, de 65 anos, é casado e desde 1990 prestou serviço em tribunais de Cleveland, Tennessee, tendo ainda cumprido três mandatos na presidência da Associação de Juízes daquele estado. O adeus à carreira nos tribunais segue-se à divulgação, no ‘Chattanooga Times Free Press’, do seu envolvimento num caso com contornos sinistros. Após a divulgação da notícia, Hagler confirmou a existência da gravação e demitiu-se.
O que surge ao certo na cassete só o sabe quem teve oportunidade de a escutar. “Parece alguém a ser torturado”, afirmou o sargento Alan Franks, em tribunal, adiantando, antes de ser interrompido: “O conteúdo era tão chocante.... e note-se que estou na polícia há 24 anos.”
Após a investigação inicial, confirmada posteriormente, as autoridades ilibaram Hagler de qualquer crime, considerando o material gravado a simples encenação de “fantasias”. Questionado sobre o assunto, o juiz respondeu: “A descrição do material como sendo ‘fantasias explícitas’ ... é rigorosa e suficiente, e é tudo quanto qualquer pessoa decente deveria querer saber do assunto.”
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