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“Fenómeno não era facilmente previsível”: Glaciólogos sobrevoaram Alpes italianos na véspera da derrocada de glaciar

Derrocada de glaciar fez pelo menos seis mortos. Há 20 pessoas desaparecidas.
Correio da Manhã 4 de Julho de 2022 às 14:00
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Imagens de drone mostram glaciar dos Alpes italianos na véspera da derrocada

Um grupo de especialistas da Comissão Glaciológica SAT sobrevoou com um drone o glaciar dos Alpes italianos no sábado, um dia antes da derrocada que matou pelo menos seis pessoas. Segundo os glaciólogos, um "fenómeno tão intenso e trágico não era facilmente previsível".

Num texto que acompanha o vídeo partilhado na rede social Facebook, os glaciólogos dizem que no sábado à tarde estiveram na cordilheira de Marmolada, "sobre a área do desabamento", com socorristas alpinos, e explicam que há vários dias que se registam temperaturas elevadas em Marmolada.

Segundo os especialistas, "nas últimas semanas, o ponto de congelamento oscilou entre 4.500 e 4.900 metros, submetendo as montanhas e massas glaciares e um forte stress térmico". Na véspera da derrocada já eram visíveis fenómenos "clássicos de escoamento devido ao derretimento".

"A água derretida geralmente penetra profundamente no glaciar e também facilita o movimento deste a jusante", explicam no texto. A água derretida, com uma temperatura superior a zero graus, desliza pelas fendas e aquece o gelo em profundidade, "aumentando o derretimento mesmo nas áreas mais frias ou nas áreas de contacto com o gelo e a rocha".

"Pelas imagens em anexo da tarde de ontem consigo ver a zona de destacamento. Infelizmente, um fenómeno tão intenso e trágico não era facilmente previsível", conclui o texto. 

O calapso do glaciar matou pelo menos seis pessoa e 20 continuam desaparecidas. 

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