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Correio da Manhã

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Fenprof critica indefinição na atribuição de verbas para o ensino artístico

O Governo prometeu um reforço de 4 milhões de euros para o ensino artístico.
1 de Outubro de 2015 às 18:37
Mário Nogueira participa no concerto de protesto junto à Academia de Música de Lagos
Mário Nogueira participa no concerto de protesto junto à Academia de Música de Lagos FOTO: Luísa Forra/Lusa

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou hojeesta quinta-feira, no Algarve, a indefinição na atribuição da verba prometida pelo Governo ao ensino artístico e manifestou-se preocupado com o futuro de alunos e professores.

Em declarações à Lusa, à margem de um concerto de protesto realizado junto às instalações da Academia de Música de Lagos, Mário Nogueira disse que, apesar de o Governo ter prometido um reforço de 4 milhões de euros para o ensino artístico, até hoje não se conhece como será feita a distribuição da verba.

Segundo aquele responsável, mesmo que a verba seja injetada nas escolas, é insuficiente para abranger "todos os alunos do ensino articulado e integrado que ficaram fora do financiamento", uma vez que os 4 milhões de euros dariam apenas para financiar 1.500 alunos, de um universo de 7.500 afetados pelos cortes neste setor da educação.

"Os cortes davam qualquer coisa como 7.500 alunos a menos financiados. Os 4 milhões de euros desses 7.500 dará para cerca de 1.500, portanto continuamos a ter uma quebra na ordem dos 6.000", afirmou, sublinhando que isso significa que poderão ser afetados "muitos postos de trabalho".

De acordo com Mário Nogueira, a situação pode mesmo vir a configurar o "maior despedimento coletivo de sempre na área do ensino artístico especializado", a nível nacional, o que pode corresponder a mais de 200 postos de trabalho.

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