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FILHO DE CHISSANO NEGA ORDEM DE MORTE

Nyimpine Chissano, filho mais velho do presidente moçambicano, Joaquim Chissano, negou hoje em tribunal ter ordenado a morte, em Novembro de 2000, do mais famoso jornalista de investigação daquele país africano. Carlos Cardoso foi assassinado em Maputo quando investigava o desaparecimento, em 1996, de 14 milhões de dólares em fundos de privatização de um banco comercial.

05 de dezembro de 2002 às 20:30

O filho mais velho do presidente moçambicano é um homem de negócios, conhecido pelo seu temperamento e vida boémia. Nyimpine é cronicamente suspeito de envolvimento em negócios obscuros e ainda no ano passado esteve detido na vizinha África do Sul por posse de cocaína.

Nyimpine Chissano não está acusado pelo assassínio do jornalista, mas foi intimado a comparecer em tribunal, na qualidade de testemunha, porque um dos seis arguidos, Aníbal dos Santos Júnior, declarou ter sido ele que encomendou o homicídio, a troco de 30 mil dólares.

Os seis arguidos começaram por se declarar inocentes, mas três deles alteraram depois o seu testemunho, declarando-se culpados e alegando que Aníbal lhes tinha revelado a origem da encomenda do crime. Aníbal dos Santos Júnior está a ser julgado à revelia, uma vez que escapou da prisão, razão pela qual o julgamento decorre na prisão moçambicana de máxima segurança, em Maputo.

O julgamento de um homicídio está a transformar-se num caso alegadamente revelador de uma teia de crime organizado e de corrupção política que constitui o mais importante teste à independência do poder judicial naquele país.

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