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Florida e Califórnia suspendem execuções por injecção letal

O governador da Florida, Jeb Bush, ordenou a suspensão de todas as execuções naquele estado até à conclusão do inquérito à execução de Angel Diaz, que na quinta-feira agonizou longamente na sala de execuções antes de morrer devido à negligência dos carrascos.
17 de Dezembro de 2006 às 00:00
Angel Diaz levou 34 minutos a morrer, em grande agonia, porque os guardas prisionais falharam a veia e injectaram os químicos nos tecidos do braço. Governador suspendeu todas as execuções.
Angel Diaz levou 34 minutos a morrer, em grande agonia, porque os guardas prisionais falharam a veia e injectaram os químicos nos tecidos do braço. Governador suspendeu todas as execuções. FOTO: d.r.
Diaz, de 55 anos, foi executado por homicídio, mas a sua execução correu terrivelmente mal. Em vez dos habituais 15 minutos, o assassino agonizou durante 34 minutos na marquesa da sala de execuções e teve de levar uma segunda dose de químicos para morrer. Inicialmente, os responsáveis da cadeia atribuíram a falta de eficácia das drogas a uma doença de fígado de Diaz, mas a autópsia mostrou que se tratou, de facto, de negligência grosseira: a agulha atravessou a veia de um lado ao outro e as drogas foram injectadas nos tecidos do braço, revelando total incompetência do guarda que administrou a injecção letal. Especialistas afirmam que Diaz terá sentido “dores horríveis” antes de morrer.
Paralelamente, um juiz federal do estado da Califórnia decidiu ontem manter a suspensão das execuções naquele estado, em vigor desde Fevereiro, por considerar que a injecção letal equivale a um “castigo desumano e pouco usual”.
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