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Correio da Manhã

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FMI admite rever condições do empréstimo à Grécia

Uma equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai começar as negociações com o governo grego no sentido de avaliar potenciais alterações do empréstimo à Grécia, deslocando-se ao país na próxima semana, revelou esta quinta-feira um porta-voz do FMI.
28 de Junho de 2012 às 17:39
Gerry Rice, porta-voz do FMI
Gerry Rice, porta-voz do FMI FOTO: Reuters

A visita da 'troika' (FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu) à Grécia "vai avaliar os recentes desenvolvimentos económicos" e servirá para "reunir com os novos responsáveis políticos", disse aos jornalistas Gerry Rice, porta-voz do FMI, em Washington.

"Os objectivos do programa tal como foram acordados manter-se-ão como a base para essas negociações", explicou, acrescentando que "caso o novo governo tenha ideia sobre como os objectivos do programa [de ajuda financeira] podem ser atingidos", o FMI "estará aberto a essas negociações".

Gerry Rice reforçou que a prioridade do FMI é "ouvir o novo governo [helénico] e as suas ideias".

 

Missões do FMI à Grécia e a Chipre na próxima semana

O FMI anunciou esta quinta-feira que vai enviar na próxima semana uma equipa à Grécia e outra a Chipre para preparar o terreno para as conversações oficiais entre a organização e estes dois países.

"Vamos escutar o novo governo grego", disse Gerry Rice, porta-voz da instituição, indicando que "os objectivos do programa de reformas que a Grécia aceitou se mantêm como base" das discussões futuras.



Quanto ao Chipre, o FMI disse que a missão vai avaliar os desafios que o país enfrenta, no quadro da crise da dívida soberana, depois das autoridades cipriotas terem pedido, esta semana, um resgate ao FMI e aos países da zona euro.

"Estamos prontos para nos juntarmos aos esforços dos nossos parceiros europeus para ajudar Chipre a voltar ao crescimento económico estável e sustentável e para devolver a solidez ao sector financeiro", disse Gerry Rice.

"Esperamos enviar uma missão do FMI ao Chipre para avaliar a situação no terreno na próxima semana, em preparação para as conversações do programa económico para ajudar o Chipre a resolver os desafios económicos que enfrenta. Será, provavelmente, uma missão conjunta com os nossos parceiros europeus", acrescentou.

O Chipre é membro da zona euro desde 2008, e será o quinto país da zona euro a recorrer a resgates financeiros desde o início da crise das dívidas soberanas, depois de Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha. Espanha fez um pedido de apoio ao sistema bancário.

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