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Correio da Manhã

Mundo

Forças rebeldes batem em retirada

As cidades conquistadas nos últimos dias às tropas do regime, incluindo o porto petrolífero de Ras Lanuf, foram todas perdidas em poucas horas.
31 de Março de 2011 às 00:30
Falta de treino e de comando capaz, aliada à falta de armamento, faz dos rebeldes uma presa fácil para as tropas do regime
Falta de treino e de comando capaz, aliada à falta de armamento, faz dos rebeldes uma presa fácil para as tropas do regime FOTO: Manu Brabo/EPA

Após dois dias de conquistas sucessivas de cidades importantes, os rebeldes líbios anti-Kadhafi recuaram ontem de forma desordenada. Ante o avanço das tropas do regime, os rebeldes perderam em pouco tempo Nawfaliyah, Ben Jawad, o enclave petrolífero de Ras Lanuf e Brega. Face à ineficácia dos bombardeamentos aliados para travar Kadhafi, França e Reino Unido ponderam enviar armas aos rebeldes.

Dezenas de carrinhas de caixa aberta armadas com metralhadoras só pararam para reagrupar junto a Ajdabiyah. Ao que se sabe, a fuga precipitada ficou a dever-se a uma manobra de cerco das tropas do regime junto a Sirte, cidade natal de Kadhafi. Aí, barragens de mísseis russos Grad puseram os rebeldes em retirada.

Os bombardeamentos das forças aliadas, cruciais para o avanço rebelde, parecem ter perdido intensidade, embora os EUA assegurem ter feito terça-feira pelo menos 115 bombardeamentos.

Quanto à entrega de armas aos rebeldes, o governo líbio considerou que isso violaria a resolução da ONU autorizando a guerra, e a Rússia frisou que a operação se destina "à protecção da população" e não à distribuição de armas.

O Uganda afirmou-se entretanto disposto a conceder asilo a Muammar Kadhafi.

SÍRIA MANTÉM LEI DE EMERGÊNCIA

O presidente da Síria, Bashir al-Assad, deu ontem o dito por não dito e recusou levantar o estado de emergência em vigor no país há

48 anos. Alegando que a revolta em curso no país resulta de "uma grande conspiração" estrangeira, Bashir considerou que reformas "por pressão do que acontece noutros países podem ser destrutivas". Após o discurso, novos protestos em Latakia e Deraa foram reprimidos com grande violência.

Kadhafi Líbia confrontos rebeldes Síria
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