Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo

Forte abstenção pode ajudar reeleição de Dilma Rousseff

A atual presidente do Brasil lidera as sondagens e os principais adversários não têm conseguido cativar até os mais
18 de Abril de 2014 às 23:06
dilma, brasil, explodir, 2015, bombar
dilma, brasil, explodir, 2015, bombar FOTO: Evaristo Sa/AFP Photo

Apesar da baixa popularidade e, segundo as sondagens, estar a perder eleitores a cada mês, a presidente Dilma Rousseff teria a sua reeleição assegurada se as presidenciais fossem agora.

Isto deve-se, ironicamente, ao grande número de brasileiros desiludidos com a presidente brasileira e que se desinteressaram da disputa eleitoral. É que, na contagem das urnas, os votos brancos e nulos não são levados em consideração e quanto maior for a abstenção menos votos o candidato precisa ter para se eleger.

De acordo com a última sondagem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibope), divulgada nesta quinta, Dilma Rousseff caiu mais 3 pontos entre março e abril, tendo neste momento 37% das intenções de voto, o índice mais baixo que já registou. Curiosamente, 37% também é o índice dos eleitores que declaram pretender votar em branco, anular o voto ou ainda estarem indecisos e desmotivados. Ou seja, há tantos brasileiros a atribuírem o seu voto ao candidato mais votado como aqueles que rejeitam votar em qualquer candidato.

Como o universo de votos brancos e nulos é ignorado na escolha do líder político, os 37% que o Ibope aponta a Dilma chegam e sobram, pelo menos hoje, para que a atual líder realize o sonho de se reeleger. Para este ‘fenómeno’ também ajuda que os ex-eleitores de Rousseff, hoje desiludidos com a sua atuação na chefia do Estado, não migraram para os candidatos da oposição.

De acordo com a mesma sondagem, de março a abril Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), subiu apenas de 13% para 14%, Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), manteve-se nos 6%, o candidato do Partido Social Cristão (PSC), Pastor Everaldo, caiu de 3% para 2%, e a soma de todos os outros candidatos chega apenas a 3%.

Estes resultados indicam que, mesmo que existisse uma impensável ‘mega-coligação’ de todos os adversários de Dilma, esta apenas obteria 25% dos votos, bastante abaixo do que as intenções de voto apontam à atual líder brasileira.

No entanto a sondagem não dá tranquilidade à presidente em funções, que, se continuar a perder popularidade como tem acontecido, e já foram nove pontos desde o início do ano, pode não conseguir alcançar o seu objetivo.

Brasil Dilma Rousseff sondagens
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)