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Fragata canadiana tem incêndio ao largo da Noruega em missão onde está navio português

Devido à imediata intervenção dos militares canadianos, o incêndio acabou por ser extinto.
Sérgio A. Vitorino 19 de Novembro de 2021 às 22:27
NCSM Fredericton
NCSM Fredericton FOTO: Direitos Reservados/Facebook

A fragata canadiana NCSM Fredericton, navio almirante da força naval permanente SNMG1, da NATO, onde está incluído o navio português NRP Corte-Real, sofreu quinta-feira de manhã um incêndio a bordo, numa altura em que as duas fragatas participavam em exercícios ao largo da Noruega.

A Fredericton foi afetada na sala de máquinas avante, numa altura em que se verificavam muito más condições de mar. "Os navios navegavam juntos e, quando foi dado o alerta de emergência a bordo do navio canadiano HMCS Fredericton, a Fragata Portuguesa Corte-Real acompanhou o incidente, estando sempre pronta para prestar apoio.

Devido à imediata intervenção dos militares canadianos, o incêndio acabou por ser extinto, não tendo sido necessária assistência por parte do navio português", explica ao CM o Estado-Maior-General das Forças Armadas.

A fragata canadiana, que não teve feridos, acabou por rumar ao porto norueguês de Trondheim, onde será reparada. Não perdeu capacidade de comandar a missão da NATO, diz a marinha canadiana, mas se isso tivesse acontecido, o "NRP Corte-Real, assim como todas as fragatas da Marinha Portuguesa, reúnem um conjunto de capacidades e uma infraestrutura tecnológica que lhes permite exercer o comando de Forças Navais, atuando como navio almirante." "No entanto, o Comando da SNMG1 está atribuído ao Canadá, ao qual caberá identificar uma alternativa, em caso de incapacidade do HMCS Fredericton", referem as Forças Armadas.

A Corte-Real prossegue a missão, que não tem sido afetada pelo conhecido surto de COVID-19 a bordo. "Neste momento existem 38 militares infetados com a Covid-19. Os militares estão bem e apresentam bom prognóstico, permanecendo a bordo em isolamento, sob acompanhamento da equipa médica do navio e em estreita articulação com as estruturas da saúde militar no território nacional", refere o EMGFA. 

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