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Correio da Manhã

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FRANÇA LIDERA RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA IRAQUIANA

O enviado especial norte-americano, James Baker e o presidente francês Jacques Chirac, acordaram esta terça-feira que os credores internacionais do Iraque têm que chegar a um acordo de forma a aliviar as dívidas externas daquele país do Médio Oriente, no próximo ano.
16 de Dezembro de 2003 às 16:59
“Os governos da França e dos EUA querem reduzir as dívidas externas do Iraque para que os iraquianos possam aproveitar a liberdade e prosperidade”, disse Baker depois de uma reunião com Chirac. Ainda não foi anunciado contudo nenhuma alteração às decisão de Washington de impedir os países que estiveram contra à intervenção militar no Iraque, onde se incluía a França e a Alemanha.
Um porta-voz do governo francês disse ainda que os responsáveis dos dois países assinalaram a “importância de trabalharem em conjunto na reconstrução do Iraque”.
A França é um dos maiores credores do Iraque numa dívida que se estima rondar os 120 mil milhões de euros.
O ministro francês, Dominique de Villepin, disse ainda ser necessário dotar a ONU de um maior protagonismo na reconstrução do Iraque e anunciou que a França deverá abrir a sua representação diplomático em Bagdad antes de 30 de Junho de 2004.
ALEMANHA PRESSIONA EUA
A Alemanha espera que, através das conversações com o enviado especial norte-americano James Baker, possa persuadir os EUA a permitir às empresas alemãs participar nas reconstrução do Iraque. Washington tinha recusado a participação dos países que estiveram contra a intervenção militar aliada.
O ministro da Defesa alemão, Peter Struck, disse que a captura de Saddam Hussein não vai fazer com que a Alemanha envie um contingente militar para o Iraque.
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