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França proíbe voos moçambicanos

A Direcção Geral de Aviação Civil Francesa (DGAC, na sigla em francês) disponibilizou esta segunda-feira no seu site - http://www.dgac.fr - a 'lista negra' das cinco companhias aéreas estrangeiras proibidas de sobrevoar o espaço aéreo francês. A lista integra a companhia nacional moçambicana LAM e uma sua participada, a Transairways.
29 de Agosto de 2005 às 11:34
A LAM está proibida de voar para (oo sobre) França
A LAM está proibida de voar para (oo sobre) França FOTO: d.r.
O ministro francês do Transportes, Dominique Perben, anunciou na passada quinta-feira que a DGAC iria publicar esta segunda-feira a 'lista negra' das companhias aéreas internacionais proibidas em França por não darem garantias de segurança.
A iniciativa francesa antecipa uma idêntica que vai ser tomada pela União Europeia na sequência dos recentes acidentes de aviação.
Os franceses prometeram e cumpriram. A lista foi divulgada esta segunda-feira e é liderada pela Air Koryo (Coreia do Norte), integrando também a Air Saint-Thomas (EUA), a Air Services (Libéria), a LAM (Linhas Aéreas Moçambicanas) e a sua participada Transairways. A lista encerra com a Phuket Airlines (Tailândia).
O governo belga apresentou também hoje a sua própria 'lista negra' das companhias estrangeiras impedidas de voar em espaço aéreo belga. A maior parte das companhias discriminadas são africanas: Africa Lines (República Central Africana), Air Memphis (Egipto), Air Van Airlines (Arménia), Central Air Express (República Democrática do Congo, ex-Zaire), I.C.T.T.P.W. (Líbia), International Air Tours (Nigéria), Johnsons Air (Gana), Silverback Cargo Freighters (Ruanda) e South Airlines (Ucrânia).
Peritos em segurança aérea dos 25 países membros da União Europeia reúnem-se no próximo dia 7 com a Comissão Europeia, em Bruxelas, por forma a discutir a elaboração de critérios comuns de exclusão de companhias aéreas. A Comissão Europeia garantiu, na passada sexta-feira, que uma 'lista negra' válida para o espaço aéreo comunitário será divulgada num prazo de seis meses.
CHIRAC AJUDA ÁFRICA COM TAXA AÉREA
Ao mesmo tempo que as autoridades governamentais francesas excluem cinco companhias aéreas de voar em França, entre as quais três africanas, o presidente francês anuncia que Paris irá desenvolver a f´romula de aplicação de uma taxa sobre os bilhetes de transporte aéreo e que os dividendos dessa cobrança serão usados na ajuda aos países pobres africanos.
Jacques Chirac anunciou ter pedido formalmente ao governo francês que dê início aos procedimentos necessários para que a referida taxa entre em vigor no próximo ano. Mais uma taxa num sector já de si muito penalizado pela escalada no preço do petróleo (que afecta o preço dos combustíveis) e ainda mal refeito do crise consequente aos atentados de 2001 nos EUA poderá encontrar resistências da indústria.
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