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Francisco ressuscita debate do preservativo

Papa diz que a contraceção "é o menor dos males".

20 de fevereiro de 2016 às 10:57

O caso das religiosas violadas por militares no Congo Belga, que levou o papa a admitir, nesse caso, o uso de preservativos, teve lugar em 1960, quando o papa era João XXIII e não Paulo VI, como referiu anteontem Francisco.

No entanto, o objetivo do papa, nas declarações proferidas na viagem de regresso do México a Roma, era o de sublinhar que não é nova a posição do Vaticano quanto à admissão da contraceção em circunstâncias especiais.

E não é. Se João XXIII disse que as freiras congolesas deviam proteger-se da transmissão de doenças, Paulo VI quis introduzir o planeamento familiar "artificial" na encíclica ‘Humanae Vitae’, mas a pressão dos cardeais determinou um recuo.

Em 1978, subiu à liderança da Igreja João Paulo II, que nunca admitiu o uso do preservativo, nem para o planeamento, nem como meio de proteção de doenças como a sida.

Bento XVI, que foi cardeal de João Paulo II, começou por seguir a linha do antecessor, causando mesmo polémica numa viagem a Angola, em 2009. Dois anos mais tarde, no livro ‘Luz no Mundo’, abriu ténues brechas contracetivas.

Na quinta-feira, o assunto voltou à ordem do dia, com o papa Francisco a dizer que não se pode comparar a contraceção com o aborto. A primeira é "o menor dos males", o segundo é "o demónio absoluto".

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