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Correio da Manhã

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Freitas do Amaral optimista no desenvolvimento do país

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, está optimista quanto ao futuro de Angola. E não tem dúvidas que o país “está a entrar num período de desenvolvimento acelerado”. Facto que o leva, também, a realizar uma visita oficial, em Dezembro, àquele território.
12 de Novembro de 2005 às 00:00
“Estas transições democráticas demoram o seu tempo, têm dificuldades. No caso de Angola foram agravadas por uma guerra civil devastadora e, portanto, temos de ter isso em conta”, declarou o responsável governamental ao CM a propósito dos trinta anos de independência daquele território e num depoimento que prestou.
“Recordarei àqueles que se queixam que Angola não vai mais depressa que Portugal, tendo tido a sua Revolução em 1974, só em Dezembro de 1982 é que conseguiu atingir a plenitude da Democracia”, insistiu o chefe da diplomacia portuguesa.
Em seu entender, a história dos últimos trinta anos em Angola “ processou-se na orientação certa”. E contextualiza: “A passagem de um estatuto colonial a um estatuto de país independente, de um estatuto de regime de partido único a um estatuto de país democrático pluripartidário, com as instituições democráticas a começarem a funcionar até estarem plenamente em ritmo normal”.
UNITA COOPERA
Mais, “o nível de confiança das instituições aumentou e portanto tudo está a decorrer em condições – segundo critérios internacionais – normais”. Prova disso mesmo, ainda segundo o ministro Freitas do Amaral, é a posição pública da Unita, que pediu a realização das eleições legislativas “sob a égide do actual presidente”, destacou o número três do Governo português.
Explicados os pontos prévios, Freitas do Amaral lembra que Angola está a entrar num período de desenvolvimento acelerado. As previsões confirma-no com uma estimativa de crescimento económico na ordem dos 20 por cento em 2006. Logo, “Angola está – politicamente, psicologicamente e economicamente – preparada para se lançar nas tarefas do desenvolvimento”.
A visita oficial a Angola do ministro servirá, por isso, para avaliar, no quadro de restrições orçamentais, que contributos pode dar o Estado português e perceber qual o papel da iniciativa privada portuguesa. “E a partir daí, criar uma nova agenda política e económica para a relação bilateral”, assegurou.
CONFIANÇA EM CRAVINHO
O ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros garantiu ao CM que o secretário de Estado da Cooperação, João Gomes Cravinho, tem a sua confiança política.
“ Com certeza que tenho. É evidente. E tenho muito gosto em trabalhar com ele”.
Em seu entender, as declarações de Cravinho – sobre Jonas Savimbi a classificá-lo de “monstro” – foram pessoais e não vinculativas do Governo. Logo, “tem toda a legitimidade para emitir as opiniões pessoais que entender no âmbito da sua especialidade”.
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