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Correio da Manhã

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Fritzl confessa que sentia “amor” ao amarrar filha

O ‘monstro de Amstetten’, Josef Fritzl, falou pela primeira vez à imprensa desde que foi condenado a prisão perpétua por vários crimes, incluindo o sequestro e a violação da sua filha durante 24 anos, com quem chegou a ter vários filhos. Sobre o caso, não quis dar grandes pormenores, mas disse sentir “amor”, ao ver diariamente a sua descendente amarrada à cama.
2 de Novembro de 2010 às 10:59
Fritzl, aos 75 anos, acredita que um dia sairá da prisão
Fritzl, aos 75 anos, acredita que um dia sairá da prisão FOTO: Reuters

Ao diário alemão ‘Bild’, o austríaco de 75 anos apresentou-se aos jornalistas com um “bom dia”, reconhecendo que “já me conhecem, sou famoso em todo o Mundo”.

ENTRETIDO COM TOMATES E PEPINOS

Na conversa, Josef Fritzl preferiu centrar na relação que mantém com a mulher, Rosemary: “Escrevi-lhe oito cartas, mas nunca me respondeu. Sonho sair daqui vivo algum dia. Quero voltar a cuidar da minha mulher, porque ela sempre me foi fiel.”

Ao que se sabe, Rosemary avançou com o divórcio pouco depois da ordem de prisão do austríaco e encontra-se a viver com os filhos num local secreto. Mais: terá uma relação afectiva com um dos membros da equipa de segurança que vigia a família.

Desde que se encontra detido, Fritzl não foi visitado por nenhum dos seus 13 filhos, incluindo os seis que viviam com a sua filha no sótão. Passa o dia a cultivar tomates e pimentos, que plantou na sua cela, e vê muita televisão.

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