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Fundador do WikiLeaks acusa CIA de "incompetência devastadora"

Julien Assange está refugiado na embaixada britânica do Equador em Londres.
9 de Março de 2017 às 17:53
O fundador da WikiLeaks, Julian Assange
Julien Assange
Julian Assange
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange
O fundador da WikiLeaks, Julian Assange
Julien Assange
Julian Assange
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange
O fundador da WikiLeaks, Julian Assange
Julien Assange
Julian Assange
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange
O fundador do WikiLeaks, Julien Assange, acusou esta quinta-feira a CIA de "incompetência devastadora" por ter armazenado num único "sítio" informações sensíveis,

"Trata-se de um ato de incompetência devastadora ter criado semelhante arsenal e tê-lo conservado num mesmo sítio", declarou Assange, no decurso de uma conferência de imprensa transmitida por vídeo a partir da embaixada britânica do Equador em Londres, onde está refugiado desde 2012.

As acusações do fundador do WikiLeaks surgem após as revelações da sua organização na passada terça-feira, sobre um programa de "pirataria" da CIA, a central de informações norte-americana, que permitiam designadamente transformar um computador, televisor ou telefone inteligente num aparelho de escuta.

Julien Assange indicou que o WikiLeaks vai "trabalhar" com os fabricantes de aparelhos eletrónicos, após estas revelações.

"Decidimos trabalhar com eles para lhes fornecer um acesso exclusivo dos detalhes técnicos suplementares que possuímos para que possam efetuar as devidas correções", disse Assange.

Assegurou ainda que devido às suas atividades nesta área, a CIA "perdeu o controlo de todo o seu arsenal de armas cibernéticas" que poderiam estar no mercado negro à disposição de 'hackers' de todo o mundo.

Assange assegurou que possui detalhes técnicos desses programas, que de momento não vão ser divulgados, mas vai compartilhá-los com empresas como a Apple e Google, para desenvolverem medidas contra esses "vírus e troianos".

Estes programas tiveram por alvo os iPhone, os sistemas que funcionam sob Androide (Google) -- que ainda seria utilizado por Donald Trump --, o popular Microsoft ou ainda das televisões do grupo Samsung, para os transformar em aparelhos de escuta sem o conhecimento do seu utilizador, afirma a WikiLeaks.

"É impossível manter o controlo de armas de ciberespionagem... Se as constroem, acabarão por perdê-las", acrescentou Assange, antes de revelar que o WikiLeaks possui "muito mais informações" sobre os métodos da CIA.

Na terça-feira, a Wikileaks divulgou a primeira parte de uma nova série de novos documentos confidenciais que denunciam as técnicas da CIA para piratear equipamentos informáticos e de comunicações designado "Vault 7" e já definido como "a maior filtragem de dados [dos serviços] de inteligência da história".

O primeiro capítulo destas filtragens abrange o período entre 2013 e 2016. O portal da organização assegura que a CIA aumentou as suas capacidades em luta cibernética até rivalizar com a também norte-americana Agência de Segurança Nacional (NSA).
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