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G8: 20 mil milhões de dólares para segurança alimentar

Os países do G8 e outros países convidados para a cimeira que termina esta sexta-feira em L’Aquila, Itália, comprometeram-se a doar 20 mil milhões de dólares (aproximadamente 14,4 mil milhões de euros) até 2012 para garantir a segurança alimentar no mundo.
10 de Julho de 2009 às 13:33
G8: 20 mil milhões de dólares para segurança alimentar
G8: 20 mil milhões de dólares para segurança alimentar FOTO: d.r.

A quantia inicial prevista para esta iniciativa era 15 mil milhões de dólares, tendo os novos números sido anunciados pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que explicou que na sessão de trabalho dos países mais industrializados, potências emergentes e países africanos sobre segurança alimentar 'pôde ter-se a satisfação de poder passar de 15 para 20 mil milhões de dólares', uma vez que as promessas dos países foram mais altas que o esperado.

“Estamos profundamente preocupados com a segurança alimentar mundial, o impacto da crise financeira e económica e a subida dos preços alimentares no último ano”, lê-se na declaração comum feita pelos países participantes na cimeira, que acrescenta que as verbas servirão para “assegurar o desenvolvimento duradouro da agricultura” e uma “ajuda alimentar de emergência adequada”.

O compromisso sobre segurança alimentar foi promovido pelo presidente dos EUA, Barack Obama, que sublinhou que as iniciativas devem ser concretizadas de maneira sustentável e frisou a importância de estimular o sector privado nos países receptores de ajuda.

Os líderes dos países do G8 anunciaram também o reforço da parceria com os países africanos convidados a participar na cimeira para melhorar o acesso de água no continente africano.

Os países africanos convidados – Argélia, Angola, Egipto, Etiópia, Líbia, Nigéria; África do Sul e União Africana - bem como os países do G8, mostraram-se “preocupados com a crescente penúria dos recursos hídricos e pela falta dramática de uma cesso sustentável à água e aos sistemas sanitários em muitos países africanos”, afirmando que esta situação é um “grande obstáculo ao desenvolvimento sustentável, criação de riqueza e erradicação da pobreza”.

“Estamos determinados a construir uma parceria mais forte entre os países africanos e os do G8 para melhorar o acesso à água e aos sistemas de saneamento”.

 

 

GORDON BROWN DEFENDE MANUTENÇÃO DE COMPROMISSOS

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, afirmou esta sexta-feira, durante um encontro com o dirigente da Líbia, Muammar Kadhafi, que os países mais ricos não devem recuar nos compromissos a favor dos mais pobres apesar da crises.

O porta-voz de Gordon Brown declarou que “o primeiro-ministro insistiu no facto de os países africanos não serem responsáveis pela recessão e que temos uma responsabilidade de garantir que sejam protegidos”.

 

SARKOZY QUER INSTITUCIONALIZAR O G14

O presidente francês, apoiado pelo Brasil, defende a institucionalização do Grupo dos 14 países mais ricos do Mundo (G14) “o mais rápido possível”, uma vez que considera que a representatividade dos oito países mais ricos do Mundo já não é suficiente.

“Com o presidente Lula, manifestámos a nossa vontade de fazer evoluir o G8, não que o G8 tenha deixado de ser útil, mas claramente a representatividade do G8 não é suficiente”, afirmou Sarkozy.

 

DIRIGENTES PREOCUPADOS COM SITUAÇÃO NO IRÃO

O presidente norte-americano Barack Obama, afirmou que os dirigentes do G8 estão 'seriamente preocupados' com os 'acontecimentos terríveis' que ocorreram no Irão após as eleições presidenciais de 12 de Junho.

Em declarações no final da cimeira do G8, Barack Obama afirmou que continuam 'seriamente preocupados com os acotecimentos terríveis em torno das presidenciais no Irão' e que estão 'seriamente perturbados com os riscos de proliferação que o programa nuclear iraniano coloca ao mundo'.

'Oferecemos ao Irão um caminho para assumir o seu lugar no mundo, mas com este direito vêm responsabilidades, esperamos que o Irão escolha assumi-las', acrescentou o presidente dos Estados Unidos.

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