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Correio da Manhã

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Gap pede desculpa à China por "erro" no desenho do mapa do país

T-shirt com mapa chinês exclui Taiwan.
15 de Maio de 2018 às 10:34
T-shirt da GAP causa polémica na China
T-shirt da GAP causa polémica na China
T-shirt da GAP causa polémica na China
T-shirt da GAP causa polémica na China
T-shirt da GAP causa polémica na China
T-shirt da GAP causa polémica na China
O retalhista de vestuário norte-americano Gap pediu esta terça-feira desculpa à China por ter vendido t-shirts com um mapa "errado" do país, que exclui Taiwan, depois de outras marcas terem sido repreendidas por motivos idênticos.

Num comunicado difundido através da sua conta no Weibo - o Twitter chinês -, a empresa diz que algumas das suas t-shirts vendidas além-fronteiras "têm um erro grande no desenho do mapa da China".

"Estamos muito arrependidos", afirma a Gap, prometendo que irá efetuar "revisões mais rigorosas" no futuro.

A marca emitiu aquele comunicado após imagens de uma t-shirt com um mapa da China, que exclui Taiwan, terem começado a circular nas redes sociais chinesas.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista (PCC) tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China, mas Pequim considera-a uma província chinesa e não uma entidade política soberana.

Segundo o jornal oficial Global Times, o mapa parece excluir também o sul do Tibete e o Mar do Sul da China, que Pequim reivindica quase na totalidade, apesar dos protestos dos países vizinhos.

A empresa informou que todas as T-shirts postas à venda na China foram retiradas e destruídas. A Gap não detalha se vai tomar a mesma medida em outros países.

Em janeiro passado, diferentes reguladores chineses criticaram a marca têxtil espanhola Zara, a companhia aérea norte-americana Delta Air Lines, a fabricante de equipamento médico Medtronic e o grupo hoteleiro Marriott International por identificarem Taiwan, Macau, Hong Kong ou o Tibete como países independentes nos seus portais eletrónicos.

A marca alemã Mercedes-Benz pediu também desculpa à China por citar o Dalai Lama, o líder espiritual dos tibetanos, que Pequim acusa de ser um "separatista", numa fotografia colocada na conta oficial da marca no Instagram.

O Governo norte-americano considerou já as exigências de Pequim como um "absurdo orwelliano".
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