Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
5

GARZÓN ALVO DE PROCESSO

O governo basco anunciou ontem que vai iniciar, no Supremo Tribunal, um processo criminal contra o juiz da Audiência Nacional, Baltasar Garzón por prevaricação, uma vez que as medidas que adoptou após a suspensão do Batasuna ‘restringem os direitos de reunião e de manifestação’.
17 de Setembro de 2002 às 22:24
E num dia recheado de polémicas, o Parlamento de Vitória decidiu não suspender o Batasuna como partido, ao contrário do que fez Navarra.

“Garzón cometeu a ofensa de perverter o curso da Justiça ao impor medidas em consequência da suspensão do Batasuna” -- comunicou Josu Jon Imaz, porta-voz do governo de Juan Carlos Ibarretxe, adiantando que aquelas medidas “supõem uma restrição infundada e ilegítima (...) e, não só esvaziam de conteúdo as atribuições que a legislação vigente confere ao Ministério do Interior, como também expandiram de forma inaceitável os efeitos do auto de suspensão do Batasuna a pessoas individuais e colectivas que nada têm a ver com a organização.

Recorde-se que o conhecido juiz Garzón proibiu há dias várias manifestações, sob o argumento de que elas estavam ligadas ao Batasuna.

Num dia pleno de controvérsia na região basca, o Parlamento de Vitória decidiu não dissolver o Sozialista Abertzaleak - denominação adoptada pelo Batasuna - por considerar “nulo de pleno direito” o auto do passado dia 6.

Terroristas brutais

Estas decisões suceptíveis de causar polémica foram tomadas um dia depois da detenção de Juan Antonio Olarra Guridi e de Ainhoa Mújika, líderes máximos da ETA.

O ministro do Interior espanhol, Ángel Acebes, qualificou os dois líderes da ETA detidos como “os terroristas mais brutais”. Refira-se que Guridi era chefe do aparelho militar da ETA e Mújika o responsável dos Comandos Legais”.

Os dois foram detidos perto de Bordéus juntamente com Saroia Gallaraga, estando Madrid a preparar o pedido de extradição.

A detenção destes líderes constituiu para o vice-presidente espanhol Mariano Rajoy “uma jornada histórica”, tendo comparado a operação de segunda-feira com a de Bidart, em 1992, na qual foi desarticulada a cúpula da ETA.

Recorde-se que nos últimos anos a cúpula militar da ETA foi desarticulada em três ocasiões, tendo-se sempre reconstituído.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)