Polémico líder do Partido da Liberdade prometeu referendo para saída da EU e quer leia mais apertadas para a entrada de imigrantes no país
1 / 4
Ainda antes de chegar à liderança do Partido da Liberdade (que por si foi formado, em 2004), Geert Wilders já causava polémica no panorama político holandês. Cedo se mostrou crítico dos valores do Islão, tendo viajado por vários países árabes após a conclusão do ensino secundário. As críticas apontadas ao mundo árabe chegaram a ameaçar-lhe a vida, pelo que há mais de 10 anos que o político vive com segurança pessoal armada permanente.
Nascido na cidade de Venlo, é filho de pai holandês e de mãe nascida na Indonésia colonia. Foi educando na religião Católica. Com quatro filhos, o pai de Wilders tabalhava numa gráfica e escondeu a família dos nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Este facto marcou profundamente a infância e formação da visão política de Wilders, que se recusou a entrar na Alemanha mesmo quarenta anos depois do final da guerra. Foi criado num bairro com grande percentagem de moradores emigrantes, em especial de países árabes, e foi assaltado quando era jovem, facto que muitos comentadores políticos consideram que esteja na génese das críticas ao islamismo.
Estudou Direito e dedicou-se à área dos seguros de saúde. Começou a escrever discursos para membros do VVD antes de, em 1997, ser eleito pelo partido para a câmara municipal de Utrecht. Um ano depois estreou-se como deputado do VVD mas só em 2002, quando foi porta-voz do partido, começou a dar que falar no panorama político do país.
Começou a criar crispação interna no partido, mostrando-se crítico do extremismo islâmico. Ao defender que "não existe islamismo moderado", tomando como inimigos da Holanda os "inimigos de Israel" (que defende com unhas e dentes após ter vivido lá durante dois anos), começa a gerar mal-estar entre os membros do partido. Acabou por se mostrar uma das vozes críticas do primeiro mandato de Rutte, quando este quis implementar medidas de austeridade na Holanda. Acabou por ser expulso do partido, após criticar "os regimes ditatoriais da Europa".
Criou e encabeçou o Partido da Liberdade (PVV). Abalou a política holandesa logo em 2012, defendendo a saída do país da União Europeia na campanha para as eleições gerais de 2012. Conseguiu uns modestos 10,1% mas, a pouco e pouco foi ganhando relevância e cada vez mais tempo de antena, em discursos profundamente eurocéticos e anti-islâmicos.
Em 2014 o Partido da Liberdade era candidato a dois municípios, que perdeu com pouca diferença para o vencedor. Ficou ‘famoso’ o slogan "Menos, menos marroquinos", que Wilders entoava com os apoiantes. Chegou a comparara o Corão ao ‘Mein Kampf’, de Adolf Hitler.
Foram comentários do género que, em 2004, puderam em risco a vida do político. A 10 de Novembro, dois suspeitos tomaram de assalto o edifício The Hague, ameaçando matar Wilders com três granadas. Desde o incidente (ao qual se somam várias ameaças de morte), que Geert Wilders não anda sem segurança para onde quer que vai.
Entre seguranças privados e seis agentes da polícia holandesa que vigiam todos os movimentos do político, todos os que pretendam um encontro são previamente investigados. Tudo na agenda de Wilders é estudado ao pormenor e até os encontros com a mulher são feitos em clima de secretismo, combinados com antecedência e feitos sob vigilância policial.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.