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Correio da Manhã

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Geórgia vota em clima de desconfiança

O principal candidato da oposição da Geórgia acusou o presidente em exercício, Mikhail Saakashvili, de preparar a falsificação das presidenciais antecipadas de hoje. Levan Gachechiladze afirmou na TV que “o que está em curso na Geórgia não é uma eleição livre”.
5 de Janeiro de 2008 às 00:00
Gachechiladze – que representa nove grupos oposicionistas, sendo o único adversário com possibilidades de bater o presidente – instou os apoiantes a manterem-se vigilantes para evitar fraudes.
Recorde-se que Saakashvili fixou a data de 5 de Janeiro para o escrutínio depois dos protestos gigantescos de Novembro, despoletados por suspeitas de corrupção e envolvimento em homicídios políticos. Em resposta, o presidente decretou o estado de emergência durante nove dias, durante os quais impôs restrições à liberdade de expressão, muito criticadas aos níveis interno e externo.
O líder da oposição acusa o presidente de limitações graves na sua campanha eleitoral. “Não podemos usar anúncios nos media ou quaisquer meios promocionais”, afirmou, denunciando ainda uma “campanha de difamação” contra a oposição levada a cabo pelas TV e jornais do país.
MAGNATA NA CORRIDA
O multimilionário Badri Patarkatsishvili confirmou a participação nas presidenciais dias depois de ter anunciado a retirada da candidatura. Opositor acervo de Saakashvili, o magnata dos media não goza de apoio suficiente para incomodar o favorito. Os analistas consideram, apesar disso, que a sua presença na corrida pode influenciar o desenlace das eleições, dividindo, por exemplo, o eleitorado do presidente cessante e dessa forma forçando uma segunda volta. Mas a sua presença pode também dividir a oposição e favorecer Saakashvili.
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