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Governador democrata da Califórnia vence referendo e mantém-se no cargo

Resultados preliminares apontam que 66,8% dos californianos apoiaram a continuidade do governador.
Lusa 15 de Setembro de 2021 às 09:03
Gavin Newsom, governador da Califórnia
Gavin Newsom, governador da Califórnia FOTO: REUTERS/Lou Dematteis LD
O governador da Califórnia, o democrata Gavin Newson, venceu o referendo convocado pelos opositores republicanos, de acordo com os primeiro dados preliminares. 

Os resultados preliminares apurados a partir do voto por correspondência apontam que 66,8% dos californianos (5,5 milhões) apoiaram a continuidade do governador.

De acordo com os mesmos dados 33,2% dos eleitores (2,7 milhões) votaram pela destituição.

Apesar da nova recontagem presencial dos votos poder reduzir a margem o resultado final não vai alterar-se.

Na terça-feira, o ex-presidente Donald Trump acusou os democratas de fraude eleitoral antes do encerramento das urnas. 

Os republicanos precisavam de mais de 50% dos votos para conseguirem a destituição do governador do Estado abrindo, nesse caso, a possibilidade de eleger um substituto através de uma maioria simples entre os 46 candidatos que se apresentaram.

Larry Elder, comentador político e autor de um programa de rádio, liderava a lista dos opositores contra o governador democrata.

A campanha para a destituição de Newson mobilizou-se desde o final do ano passado depois de o governador ter instaurado medidas drásticas contra a vaga da pandemia do novo coronavírus e que fez da Califórnia o estado com o maior número de mortos por SARS CoV-2 (67 mil óbitos) em todo o país.

Na altura em que se encontravam em vigor as medidas contra a propagação do novo coronavírus surgiu um escândalo que teve origem na divulgação de fotografias de Newson a jantar num restaurante de luxo, não respeitando as medidas que tinha ordenado. 

A Califórnia é tradicionalmente um Estado democrata e as sondagens foram sempre favoráveis a Newson. 

Mesmo assim, as margens foram diminuindo levando o Partido Democrata a mobilizar todos os meios, com o Presidente Joe Biden a participar na fase final da campanha.

Os resultados do referendo na Califórnia são conhecidos na mesma altura em que o jornal Washington Post publica excertos do livro do general Mark Milley sobre os últimos dias da presidência de Donald Trump.

O mais alto oficial do Pentágono refere-se nomeadamente ao "estado mental" Donald Trump durante os últimos dias do mandato como chefe de Estado, levando Mark Milley a tomar medidas para "evitar uma guerra contra a República Popular da China".

De acordo com os jornalistas Bob Woodward e Robert Costa do Washington Post, o chefe do Estado Maior do Exército norte-americano (Mark Milley) telefonou ao homólogo chinês para o assegurar que os os Estados Unidos não iriam atacar a República Popular da China.

Segundo extratos do polémico livro publicados na edição digital do Washington Post e que estão a ser divulgados hoje pela CNN, o general Milley fez com que os próprios adjuntos prometessem não respeitar "ordens extremas" de Donald Trump, nomeadamente o uso de armamento nuclear. 

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