Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
5

Governador do Rio de Janeiro atribui tragédia das cheias a políticos

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atribuiu, em parte, a tragédia das cheias, que já matou mais de 430 pessoas na região serrana deste estado brasileiro, à "desgraça do populismo", que permitiu a ocupação de encostas.
13 de Janeiro de 2011 às 21:42
Cheias já mataram mais de 430 pessoas no Rio de Janeiro
Cheias já mataram mais de 430 pessoas no Rio de Janeiro FOTO: Lusa

"Do início dos anos 80 para cá, as três cidades [Nova Friburgo, Teresópolis  e Petrópolis] tiveram um grande problema: a desgraça do populismo, em que um político deixa ocupar áreas como se fosse um aliado dos pobres, mas quem paga, mesmo havendo casas de classe média atingidas, é a maioria, que é pobre", afirmou Sérgio Cabral, em conferência de imprensa, ao lado da presidente brasileira, Dilma Rousseff.  

O governador disse que a maioria dos mortos nesta tragédia é de origem humilde, lembrando que a ocupação do solo urbano é da responsabilidade da  municipalidade, conforme determina a Constituição.

"Muitas vezes, educar é dizer não. Não pode ser construído. Quanto menos área de risco ocupada, menor o dano", vincou.  

Sérgio Cabral anunciou ainda um empréstimo de mil milhões de reais (450 milhões de euros) do Banco Mundial para o programa habitacional Morar Seguro, cujo objectivo é tirar moradores das áreas de risco, garantindo que este recurso será libertado em breve.  

Brasil Dilma Tousseff Rio de Janeiro cheias chuvas
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)