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Correio da Manhã

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Governador faz campanha de luxo

Sérgio Cabral Filho, governador do estado do Rio de Janeiro, não olha a gastos para tentar a sua reeleição no próximo dia 3 de Outubro. Desde que começou a campanha eleitoral, no dia 5 de Julho, o candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) já gastou 80 vezes mais – cerca de quatro milhões de reais (1,7 milhões de euros) – do que o seu principal adversário, o deputado federal verde Fernando Gabeira.
11 de Agosto de 2010 às 00:30
O candidato do PMDB apresenta campanha milionária
O candidato do PMDB apresenta campanha milionária FOTO: Getty images

A julgar pelos primeiros relatórios de contas entregues pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral, Cabral Filho ainda dispõe de cerca de 695 mil reais (pouco mais de 298 mil euros) para gastar na campanha, ao passo que Fernando Gabeira conta apenas com 50 mil reais (21 500 euros). No total, o candidato do PMDB conseguiu angariar 4,6 milhões de reais (1,9 milhões de euros) e o seu rival verde 100 mil (cerca de 43 mil euros). Nenhum dos dois revelou ainda quem são os seus doadores, o que obrigatório apenas no relatório final.

A maior parte do dinheiro foi gasta pelos candidatos na produção de programas de rádio, TV e vídeos, na contratação de profissionais das áreas de comunicação, na administração, publicidade, transportes e também segurança. Cabral Filho gastou 983 000 reais (422 500 euros) em pessoal, 1,5 milhões de reais (cerca de 645 mil euros) em audiovisual e um milhão de reais (cerca de 430 mil euros) em publicidade. Até ao fim da sua campanha milionária, prevê gastar 25 milhões de reais (10,7 milhões de euros).

ROUSSEFF DIZ QUE NÃO VACILA

A candidata do Partido dos Trabalhadores às presidenciais, Dilma Rousseff, descreveu-se numa entrevista à cadeia de TV Globo como uma pessoa firme, que não titubeia no que respeita aos problemas do povo. "Eu não vacilo, os problemas do povo brasileiro têm de ser resolvidos prontamente", afirmou, adiantando que o seu projecto é dar continuidade e aprofundar as políticas implementadas pelo governo do presidente Lula da Silva. "É basicamente um olhar social, que tira o Brasil da situação de um país emergente para o colocar na situação de um país desenvolvido", esclareceu.

Rousseff disse ainda ter experiência suficiente para ficar aos comandos do país e assegurou estar "extremamente preparada" para o diálogo com os movimentos sociais.

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