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Governo brasileiro "prefere uma mulher morta do que a fazer um aborto", adianta médico

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos impediu uma menina de 10 anos, que sofreu uma violação, de abortar.
Lusa 25 de Outubro de 2020 às 10:27
Aborto
Aborto FOTO: Getty Images
O médico ginecologista e vice-coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) brasileiro, Jefferson Drezett, disse hoje, em entrevista à Lusa, que o atual Governo de Jair Bolsonaro "prefere uma mulher morta do que a abortar".

Drezett, que coordenou por mais de 20 anos o serviço de violência sexual e aborto legal do Hospital Pérola Byington, um centro de referência no país, comentava o polémico caso que em agosto passado gerou comoção no Brasil, de uma menina de 10 anos que precisou de uma autorização judicial para abortar, após ser violada por um tio ao longo de vários anos e acabar por engravidar.

Após a identidade da menina ter sido divulgada, e de vários grupos anti-aborto se terem mobilizado para tentar impedir que a criança abortasse, o jornal Folha de S. Paulo noticiou que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que já se posicionou publicamente contra a interrupção da gravidez em qualquer circunstância, teria agido para impedir o procedimento abortivo.

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