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Governo britânico criticado por salvar transportadora aérea Flybe de falência

Desde 2017, faliram no Reino Unido as companhias aéreas Monarch, Thomas Cook e Flybmi.
Lusa 15 de Janeiro de 2020 às 12:49
Avião da companhia aérea Flybe Group
Avião da Flybe
Avião da companhia aérea Flybe Group
Avião da Flybe
Avião da companhia aérea Flybe Group
Avião da Flybe
O governo britânico foi esta quarta-feira criticado pela concorrência e oposição pelo pacote de ajuda anunciado na terça-feira à companhia aérea Flybe, que estava em risco de insolvência.

"Antes da aquisição da Flybe pelo consórcio que inclui a Virgin/Delta, a Flybe pediu aos contribuintes que financiassem as suas operações subsidiando rotas regionais. A Virgin/Delta quer agora que o contribuinte pague a conta pela má gestão da companhia aérea. Este é um flagrante uso indevido de fundos públicos", criticou Willie Walsh, presidente executivo do grupo International Airlines, que inclui a British Airways.

A Fly emprega mais de 2.000 pessoas e transporta cerca de oito milhões de passageiros por ano, sobretudo dentro do Reino Unido, mas também para França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Suíça, Itália e Luxemburgo.

No ano passado foi resgatada pela Connect Airways, que inclui a empresa Virgin Atlantic e os fundos Stobart e Cyrus, mas no início deste mês voltou a manifestar dificuldades de tesouraria.

"Estou muito satisfeita por termos chegado a um acordo com os acionistas da Flybe para manter a empresa a funcionar e para garantir que as regiões do Reino Unido permaneçam ligadas", justificou a ministra da Economia britânica, Andrea Leadsom, através da rede social Twitter.

Em causa, alegou o governo, estão ligações aéreas a partes do país mais remotas e que não têm acesso a comboios de alta velocidade, como a Irlanda do Norte ou algumas regiões da Escócia.

O governo aceitou adiar o pagamento de 106 milhões de libras (124 milhões de euros) devido pela Flybe em impostos, ao mesmo tempo que os acionistas se comprometeram em injetar mais fundos.

Isto aconteceu algumas horas depois de na terça-feira de manhã, o primeiro-ministro, Boris Johnson, ter declarado na BBC que "não cabe ao governo intervir e salvar empresas com problemas".

O partido Liberal Democrata também considerou esta ajuda um uso indevido de dinheiro dos contribuintes, tendo a deputada Munira Wilson declarado: "Se a Flybe é uma empresa em falência, então não é a empresa certa para gerir aquelas rotas".

Desde 2017, faliram no Reino Unido as companhias aéreas Monarch, Thomas Cook e Flybmi.

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