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Correio da Manhã

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Governo britânico pede desculpa à rainha por festas em dia de luto

Oposição reforça pedidos de demissão do primeiro-ministro Boris Johnson.
Francisco J. Gonçalves 15 de Janeiro de 2022 às 07:51
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Governo britânico pede desculpa à rainha por festas em dia de luto
O governo britânico pediu esta sexta-feira desculpa à rainha Isabel II depois de virem a público notícias sobre mais duas festas proibidas, realizadas em tempo de confinamento devido à Covid-19 na residência oficial do primeiro-ministro Boris Johnson. Desta feita as festas da polémica tiveram lugar a 16 de abril deste ano, véspera do funeral do príncipe Philip, marido da monarca.

O governo disse “ser profundamente lamentável que isto acontecesse num momento de luto nacional”. As festas terão sido despedidas de membros do governo que deixavam funções. O mesmo aconteceu, por exemplo, a 20 de dezembro de 2020, outro período de confinamento. Nessa altura uma festa proibida marcou o adeus de Kate Josephs, que curiosamente dirigia a unidade de resposta do governo à pandemia.

Johnson não esteve presente nas festas de 16 de abril, mas participou noutras já denunciadas, pelo que as novas revelações fragilizam-no mais e a sua demissão é já pedida até no seu Partido Conservador. Aliás, a denúncia das últimas festas surgiu no ‘Daily Telegraph’, jornal que apoiava Johnson.

O Partido Trabalhista aproveitou para aumentar a pressão sobre o PM ao divulgar fotografias das festas e contrastando-as com fotos da rainha, sozinha no funeral do Duque de Edimburgo devido às restrições exigidas pelo confinamento.

Imprensa unida contra chefe de governo
Os principais jornais britânicos, tanto os conotados com a esquerda como até a imprensa mais conservadora, como o ‘The Daily Mail’ e o ‘Daily Telegraph’, apoiantes habituais do governo, estão de acordo em considerar que Boris Johnson não tem condições para continuar em funções. Esta pressão dos media soma-se à da oposição. O Partido Trabalhista e os Liberais Democratas reiteraram esta sexta-feira pedidos de demissão do PM, que poderá em breve ser forçado a enfrentar uma moção de censura.
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