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Correio da Manhã

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GOVERNO EXIGE PETRÓLEO

A pouco mais de um mês da data prevista para a transferência de poderes, os líderes iraquianos vão enviar uma delegação à ONU para exigir o controlo da riqueza petrolífera do país e o fim das indemnizações impostas ao Iraque após a invasão do Koweit por Saddam Hussein, em 1990.
19 de Maio de 2004 às 00:00
Ezzedine Salim foi sepultado com honras militares numa cerimónia rodeada de grande segurança
Ezzedine Salim foi sepultado com honras militares numa cerimónia rodeada de grande segurança FOTO: Ali Haider/epa
O anúncio foi feito ontem pelo ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Hamid Bayati.
"Vamos negociar partindo do princípio de que o Iraque deve ter o controlo total das suas riquezas", afirmou Bayati, salientando que os iraquianos devem ter uma palavra a dizer na próxima resolução da ONU. "As exigências legítimas têm de ser respeitadas, mas é injusto para o Iraque pagar com o seu futuro pelos crimes de Saddam", afirmou ainda, salientando que o futuro governo "será fortemente pressionado" para cancelar as indemnizações de guerra.
O Iraque pagou até agora 20 mil milhões de dólares de uma indemnização estimada em 300 mil milhões. Desde o início da ocupação americana, há 14 meses, conseguiu apenas pagar 9 mil milhões.
A iniciativa de pressão sobre a ONU acontece no dia em que Ezzedine Salim, líder do Conselho Governativo iraquiano, foi sepultado em Bagdad sob apertadas medidas de segurança. Recorde-se que Salim foi assassinado segunda-feira num atentado com um carro bomba. Numa cerimónia reservada a um número restrito de pessoas, estiveram presentes dezenas de personalidades políticas, encabeçadas pelo administrador americano no Iraque, Paul Bremer. Bremer reiterou que os esforços dos "terroristas para deter a marcha do Iraque para a soberania não terão sucesso".
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