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Correio da Manhã

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Governo justifica dia de massacres

Executivo de transição alega que violência de quarta-feira foi resposta a ameaça terrorista. Número de mortos pode exceder o milhar de pessoas.
16 de Agosto de 2013 às 01:00
A família de centenas de mortos nos confrontos de quarta-feira velaram os cadáveres em mesquitas do Cairo
A família de centenas de mortos nos confrontos de quarta-feira velaram os cadáveres em mesquitas do Cairo FOTO: Ahmed Hayman/EPA

Indiferente às críticas de todos os quadrantes da comunidade internacional, dos EUA ao Irão, o primeiro-ministro egípcio defendeu o uso da força contra os apoiantes da Irmandade Muçulmana e do presidente deposto, Mohamed Morsi.

Na TV, Hazem Beblawi elogiou a "contenção" das forças de segurança e alegou que a organização islâmica é uma ameaça à paz e à segurança no Egito.

"O Egito não pode avançar, especialmente no plano económico, sem segurança", afirmou Beblawi em declaração na TV, considerando a Irmandade um risco de terrorismo no país.

Esta defesa da violência que marcou, quarta-feira, a desocupação de campos de apoiantes de Morsi no Cairo surge no dia em que o governo admitiu a morte de 525 pessoas na operação.

A Irmandade Muçulmana acusa os militares que depuseram Morsi a 3 de julho de falsearem os números e fala de mais de dois mil mortos. Apesar do recolher obrigatório decretado quarta-feira, apoiantes de Morsi incendiaram edifícios do governo no Cairo e em Gizé e atacaram esquadras da polícia.

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