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"Governo terá a cara de Dilma"

“O próximo governo terá a cara da Dilma, a semelhança da Dilma.” Quem o diz é Lula da Silva, numa declaração esta terça-feira em Brasília, reforçando a sua postura pública de não ingerência nos assuntos do governo que a sua afilhada política, Dilma Rousseff, está a preparar. E acrescentou: “Eu vou dar uma lição de como se deve comportar um ex-presidente.”
3 de Novembro de 2010 às 17:44
Dilma reafirmou genericamente as promessas de campanha
Dilma reafirmou genericamente as promessas de campanha FOTO: Reuters

Lula tem-se esforçado para mostrar que a presidente eleita, Dilma Rousseff, pensa com a própria cabeça e não é apenas uma figura simbólica no poder, como parte dos analistas pensa, mas, dos bastidores, surgem informações opostas. A imprensa brasileira tem dado conta de que Lula está a escolher pessoalmente os ministros de Dilma, que desde a eleição se tem desdobrado em reuniões com assessores, aliados e o próprio presidente.

Na manhã desta quarta-feira, ao lado de Lula no Palácio do Planalto, sede da presidência, Dilma deu a sua primeira conferência de imprensa. Nela, a presidente eleita reafirmou genericamente as suas promessas de campanha e falou ainda sobre vários temas, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

Dilma afirmou que defende a luta do MST, de quem já se mostrou uma firme aliada em várias oportunidades, mas adiantou que não concorda com invasões de terra e de prédios. Aliás, acrescentou ela, nem se justifica, tanta a terra devoluta que existe no Brasil.

A nova pesidente realçou, mais uma vez, que duas das suas prioridades são a educação e a segurança. Neste último campo, prometeu investimentos importantes, mas realçou que eles só terão resultado positivo se houver um esforço conjunto das autoridades federais e estaduais com a própria população.

Dilma Rousseff aproveitou ainda para desmentir notícias publicadas pela imprensa de que já há uma crise entre os seus aliados, irritados com a excessiva presença de membros do Partido dos Trabalhadores em postos-chave em seu redor. 

Rousseff desmentiu que haja algum desconforto entre os demais partidos que formam a coligação que a elegeu, mas a verdade é que, depois de ter sido dado como certo o nome de António Palocci, do PT e homem da absoluta confiança de Lula, no comando da equipa de transição que preparará o terreno para o próximo governo, Dilma acabou por dar esse cargo a Michel Temer, seu vice-presidente e presidente do maior partido da coligação, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro, um dos mais descontentes.

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