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Correio da Manhã

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Governo chinês faz reformas nos serviços de transporte

Objetivo é integrar serviços como o Uber e os táxis.
14 de Março de 2016 às 11:01
O ministro dos Transportes chinês, Yang Chuantang
O ministro dos Transportes chinês, Yang Chuantang FOTO: Reuters
O Governo chinês anunciou esta segunda-feira que prepara reformas legais para os táxis convencionais e os novos aplicativos de transporte móveis, como o Uber, após mais um ano de disputa entre aqueles dois serviços.

Segundo explicou o ministro dos Transportes chinês, Yang Chuantang, especialistas e membros do setor estão a debater o estabelecimento de novas regulações, visando uma "profissionalização" dos serviços móveis, que inclui ainda empresas chinesas, como o Didi Kuaidi.

"Novos produtos chegaram progressivamente a cidades onde a relação entre a oferta e a procura não é equilibrada, causando instabilidade no mercado", explicou Yang, numa conferência de imprensa à margem da sessão anual da Assembleia Nacional Popular, o órgão legislativo chinês.

"Isto exige administração e reformas institucionais", realçou.

O responsável chinês lembrou que o conflito entre os táxis tradicionais e os novos aplicativos não é exclusivo da China, citando os protestos levados a cabo por taxistas em Madrid e Paris, e assinalou que algumas práticas "não são viáveis a longo prazo".

"Os subsídios (atribuídos a passageiros e condutores), por parte de empresas de transporte, procuram aumentar a sua quota de mercado a curto prazo e são competitivamente injustos para os táxis", disse.

Os atritos entre os serviços móveis e os operadores de táxis convencionais provocaram já a proibição daqueles aplicativos em algumas cidades chinesas e investigações por alegada prática de concorrência desleal. No entanto, os serviços de transporte 'online' continuam a expandir-se no "gigante" asiático, acompanhando o rápido aumento do número de internautas no país - 688 milhões.

O ministro chinês instou ainda os táxis a adaptarem-se à nova era criada pela internet, que abriu espaço para "serviços diversificados", para que haja lugar para novos competidores, permitindo "ao mercado ditar os preços".
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