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Correio da Manhã

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Governo do Burundi pede coesão

Reunião junta ministro e chefe de Estado-maior do Exército.
21 de Maio de 2015 às 09:33
O presidente Nkurunziza tem sido, desde o fim de abril, contestado pelos populares
O presidente Nkurunziza tem sido, desde o fim de abril, contestado pelos populares FOTO: Goran Tomasevic/Reuters

O ministro da Defesa do Burundi e o chefe de Estado-Maior apelaram à "coesão" do exército e pediram aos militares, em fuga desde o golpe militar fracassado contra o presidente Pierre Nkurunziza, para "voltarem às suas unidades".


O ministro Emmanuel Ntahonvukiye, um civil nomeado na segunda-feira após a demissão do seu antecessor, e o chefe de Estado-maior do Exército, Prime Niyongabo, tiveram na quarta-feira uma conversa com oficiais na capital, indica um comunicado dos militares.


Vários temas da atualidade, numa altura em que o país vive uma grave crise política, foram abordados durante a conversa, segundo o comunicado.


"A sobrevivência do Burundi enquanto nação assenta na coesão da FDN (Força de Defesa Nacional - exército). O contrário provocará uma situação similar à da Somália", advertiu o exército, considerando que isso seria "inaceitável".


"Os oficiais ali presentes insistiram na coesão do exército do Burundi para que ninguém fuja a este dever", disse à AFP o porta-voz, coronel Gaspard Baratuza.


O presidente Nkurunziza tem sido, desde o fim de abril, contestado pelos populares, contra a sua candidatura a um terceiro mandato nas eleições presidenciais de 26 de junho.

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