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Correio da Manhã

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Governo turco relaciona rebeldes curdos com o atentado de Ancara

Foram detidas dez pessoas na sequência do ataque.
14 de Março de 2016 às 19:44
O primeiro-ministro da Turquia Ahmet Davutoglu
O primeiro-ministro da Turquia Ahmet Davutoglu FOTO: Olivier Hoslet/EPA
O primeiro-ministro da Turquia apontou esta segunda-feira "sérios indícios" de que o atentado de domingo em Ancara com um balanço de 37 mortos tenha sido perpetrado por uma "organização terrorista separatista", numa referência aos rebeldes curdos do PKK.

"Identificámos 35 cidadãos. Foi descoberto que um deles é o terrorista. Em relação a outro, há fortes suspeitas que o tenha ajudado", indicou Ahmet Davutoglu.

Em declarações ao diário Hurriyet, o chefe do Governo turco prometeu que todos os dados serão divulgados após a conclusão dos testes de ADN, referiu-se à existência de "uma importante rede" e que "em particular existem sérios indícios que apontam para uma organização terrorista separatista", numa óbvia referência aos rebeldes separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Governo Numan Kurtulmus, referiu posteriormente ter sido identificada uma mulher como responsável pelo ataque suicida.

O mesmo responsável disse não ter sido determinada a identidade de um homem, também supostamente envolvido no atentado.

Kurtulmus não se referiu à orientação política da mulher que terá sido identificada, apesar de numerosos media turcos terem difundido imagens de uma estudante curda, supostamente envolvida num processo judicial por simpatias com o PKK.

O porta-voz referiu terem sido detidas dez pessoas na sequência do ataque, enquanto se procuram dez outros suspeitos, recusou estabelecer possíveis vínculos políticos.

Uma forte explosão ocorreu às 18:45 locais de domingo (16:35, hora de Lisboa) na Praça de Kizilay, situada em pleno centro de Ancara, junto a uma esquadra de polícia e a uma paragem de autocarro. O local possui numerosos estabelecimentos comerciais e é atravessado por diversas carreiras de autocarros e por uma estação de metro.

O atentado não foi reivindicado de imediato.

Em 17 de fevereiro, um atentado suicida com um carro armadilhado perto da praça Kizilay e reivindicado pelos Falcões da Liberdade do Curdistão, um grupo dissidente do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, separatistas curdos), e dirigido contra camionetas de transporte de pessoal militar provocou 29 mortos.
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