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Correio da Manhã

Mundo
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Governos minam direitos humanos

O relatório de 2007 da Amnistia Internacional sobre os direitos humanos no Mundo descreve ”os governos poderosos e os grupos armados” como os responsáveis pela divisão no Mundo, através de políticas redutoras e incentivo ao medo, uma situação que torna difícil a resolução de conflitos e protecção de civis.
23 de Maio de 2007 às 11:09
Irene Khan, secretária-geral da organização, critica a forma como os líderes mundiais estão a criar obstáculos à aplicação da lei dos direitos humanos, alimentando o racismo e xenofobia, geradores de mais violência.
A ‘guerra do terror’, diz o documento, com o seu catálogo de abusos, criaram divisões mais profundas e lançaram uma sombra sobre as relações internacionais.
As acusações são igualmente dirigidas às Nações Unidas pela demora em demonstrar a sua vontade em resolver crises no Médio Oriente, nomeadamente com o apelo ao cessar-fogo no Líbano.
No que diz respeito ao Iraque, o relatório denuncia o incentivo das forças de segurança à violência sectária e salienta as falhas no sistema judicial, considerando que subsistem as piores práticas do regime do ex-ditador Saddam Hussein, que viria a ser condenado à morte por enforcamento, como a tortura, julgamentos injustos, pena de morte e violação sexual.
Os EUA também não escapam às delações. Cinco anos após os atentados de 11 de Setembro de 2001, surgiram novas provas de raptos, prisões e detenções arbitrárias, com a transferência de suspeitos de terrorismo para prisões secretas em vários países do Mundo e sem qualquer punição.
O documento frisa que a estratégia de contraterrorismo reduziu muito pouco as ameaças globais e pouco ou nada fez para assegurar a justiça das vítimas.
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