A princesa Diana de Gales estava grávida quando morreu num acidente de automóvel em Paris, mas a informação não foi incluida na autópsia. Quem o assegura é o jornal britânico 'Independent on Sunday', citando um alto responsável da polícia francesa que teve acesso a "todos os documentos" relevantes da investigação. Volta, assim, a ganhar força uma tese já anteriormente defendida.
De acordo com declarações proferidas pela referida fonte policial e ontem publicadas por aquele semanário, houve um "encobrimento de vestígios" depois do alegado acidente de viação ocorrido em Agosto de 1997 no Túnel da Alma, em Paris, no qual Diana e Dodi perderam a vida. Ainda segundo o jornal britânico, a informação veiculada por aquela fonte teve origem em relatórios médicos que até hoje nunca foram divulgados, uma vez que não estavam directamente relacionados com o acidente. Assim, a investigação oficial ao acidente conduzida por um juiz francês não mencionou a gravidez, por não ter sido considerada como um um dado relevante para tentar explicar as causas do acidente. O referido responsável da polícia garantiu ainda que estas informações nunca foram tornadas públicas propositadamente para não envolver a família real britânica. "Posso garantir que ela estava grávida", afirmou o responsável policial, que assegurou ter tido acesso a todos os documentos relevantes da investigação.
Por outro lado, a fonte desta informação exclui a tese defendida por Mohamed al-Fayed, o pai do amante de Diana, segundo a qual o seu filho e Lady Di foram ambos assassinados na sequência de uma conspiração por parte dos serviços secretos britânicos. Al-Fayed, recorde-se, moveu um processo na Justiça britânica para tentar conseguir a abertura de uma investigação pública sobre a morte de Dodi e da princesa de Gales.
A investigação francesa, definitivamente concluída em Abril de 2002, determinou que o acidente foi provocado pela embriaguez de Henri Paul - o motorista do Mercedes em que Diana e Dodi seguiam -, que estaria a conduzir igualmente sob o efeito de antidepressivos e em excesso de velocidade, na tentativa de escapar aos 'paparazzi' que buscavam avidamente fotografias do famoso casal. Recorde-se que o milionário egípcio afirmou, numerosas vezes e de forma categórica, que Diana, mãe dos príncipes William e Harry, estava à espera do seu terceiro filho, de Dodi, quando morreu, o que foi veementemente negado por pessoas próximas da princesa de Gales.
INVESTIGAÇÕES EM JANEIRO
Refira-se ainda que, no próximo dia 6 de Janeiro, a Justiça britânica irá proceder à abertura de duas investigações oficiais para apurar as circunstâncias em que Diana e Dodi efectuaram a sua derradeira viagem. Para o efeito, milhares de documentos compilados durante a investigação francesa estão a ser enviados para o responsável das averiguações, Michael Burgess, que atribuiu já à "complexidade da situação" o atraso sofrido no arranque do processo.
Aquele responsável explicou igualmente que serão duas as investigações: uma referente a Diana, em Londres, e uma outra relativa a Dodi, em Reigate, no Surrey, onde foi sepultado o filho do conhecido proprietário dos armazéns londrinos Harrods. Tratam-se das duas primeiras investigações públicas no Reino Unido sobre o fatídico acidente e que poderão, finalmente, esclarecer um mistério que se arrasta há quase sete anos.
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