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Greves param comboios no Reino Unido pelo terceiro dia e suspendem voos na Europa

Trabalhadores exigem aumentos dos salários, que não acompanham a inflação verificada no Reino Unido.
Lusa 25 de Junho de 2022 às 19:59
Desespero de quem esperou horas pelo transporte. Apenas um em cada cinco comboios circulou
Desespero de quem esperou horas pelo transporte. Apenas um em cada cinco comboios circulou FOTO: ANDY RAIN/Epa
A circulação ferroviária no Reino Unido continuou interrompida este sábado, no terceiro dia da greve dos trabalhadores ferroviários, enquanto nos céus europeus uma paralisação na Ryanair parece ter um impacto moderado, exceto na Bélgica.

A greve dos caminhos-de-ferro britânicos, que já aconteceu na terça e na quinta-feira, é a maior do país em três décadas, com os trabalhadores a exigirem aumentos dos salários, que não acompanham a inflação mais alta em 40 anos verificada no Reino Unido.

O sindicato RMT, que convocou uma greve, pede aumentos salariais em linha com a inflação, mas denuncia também a perspetiva de "milhares de despedimentos" e a deterioração das condições de trabalho.

Apenas um em cada cinco comboios circulou e metade das linhas estiveram encerradas, de acordo com as previsões de tráfego, no horário das 7:30 às 18:30.

Na Ryanair, vários sindicatos pediram a suspensão do trabalho desde sexta-feira em Espanha, Portugal e Bélgica, enquanto em Itália e em França a greve deverá começar no sábado.

A companhia aérea 'low cost' disse que "menos de 2% dos seus 3.000 voos previstos" para sexta-feira foram afetados pelas greves convocadas pelos sindicatos de tripulantes, incluindo em Portugal, pelo SNPVAC.

Apenas dois voos da Ryanair Lisboa-Bruxelas foram cancelados no sábado, de acordo com os aeroportos portugueses, mas em Charleroi, apenas 41% dos voos da Ryanair conseguiram descolar este sábado e, entre sexta-feira e domingo, a companhia prevê cancelar 127 voos, segundo um porta-voz do aeroporto belga.

Além disso, houve uma greve de três dias na Brussels Airlines, que terminou este sábado, o que levou a empresa, uma subsidiária da Lufthansa, a cancelar 60% dos seus voos, ou cerca de 300, desde quinta-feira.

Não foram registados cancelamentos durante a manhã em Espanha, mas a situação deverá agravar-se no fim de semana, segundo o sindicato.

Em França, onde está prevista a greve ao longo de dois dias (sábado e domingo), 20 voos estão cancelados em Marselha e 12 em Bordéus para este sábado, de acordo com o Sindicato Nacional das Comissárias de Bordo Comercial (SNPNC).

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