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Correio da Manhã

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Guardas lésbicas também violaram

O escândalo de abusos sexuais na prisão feminina de Alcalá-Meco, em Madrid, não pára de aumentar. Depois da denúncia de que os guardas obrigavam as reclusas a actos sexuais em troca de pequenos favores, agora surge a revelação de que também várias mulheres guardas prisionais, lésbicas, faziam sexo com as reclusas.

28 de Abril de 2010 às 00:30
Reclusas eram obrigadas a fazer sexo em troca de favores
Reclusas eram obrigadas a fazer sexo em troca de favores FOTO: direitos reservados

Às denúncias iniciais, feitas por uma funcionária e por várias ex--reclusas, juntam-se agora as acusações feitas pelos guardas prisionais do sexo masculino, no que parece ser uma autêntica 'guerra de sexos'. Dos 150 funcionários desta prisão feminina, cerca de 45 são homens, e foram eles que denunciaram agora que entre 10 e 14 guardas lésbicas eram conhecidas como ‘taliban’, por também exigirem favores sexuais às presas em troca de favores. Recorde-se que os homens tinham mesmo um tarifário sexual. Por exemplo, para poderem ter um perfume ou fazer um telefonema, as reclusas tinham de pagar com uma sessão de sexo oral.

José Luis Cuevas, director da prisão, entretanto destituído, admitiu ontem que chegou a ser aberta uma investigação interna após uma denúncia, e assegura que não ficou provado que havia sexo nas celas daquela prisão. Indignado, numa entrevista a uma publicação José Luis Cuevas acusou inclusive os funcionários que agora denunciaram o caso de serem 'coscuvilheiros'.

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