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Correio da Manhã

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GUEBUZA E FRELIMO DESTACADOS NA FRENTE

Os primeiros resultados provisórios das eleições gerais moçambicanas dão vantagem ao candidato presidencial Armando Guebuza e ao partido Frelimo no início deste processo de contagem de votos, após o encerramento anteontem das urnas.
4 de Dezembro de 2004 às 00:00
Guebuza e Frelimo vão à frente nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Tete, Niassa e Cabo Delgado. No entanto, a vantagem pende para Afonso Dhlakama e a Renamo – União Eleitoral nas províncias de Sofala, Manica, Nampula e Zambézia.
Apesar de ontem não existirem ainda resultados oficiais, a Rádio e a Televisão estatais estavam a divulgar resultados parciais, facto que o porta-voz da Renamo – União Eleitoral, Fernando Mazanga, em declarações ao CM, contestou, dizendo que “a atitude desses órgãos é parcial porque só estão a revelar os dados das zonas da Frelimo”. Aliás, a Renamo reclama vitória “em seis dos onze círculos eleitorais”.
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, Filipe Mandlate, adiantou ao nosso jornal que “nos centros urbanos, Guebuza e Frelimo, estavam com 55 a 60 por cento de votos enquanto Dhlakama e Renamo – União Eleitoral com 20 a 30 por cento, num universo de 55 a 60 por cento de abstenção”.
O primeiro relatório oficial das missões de observação da União Europeia e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral sobre o processo de votação deverá ser hoje divulgado. Mas a CPLP destacou logo ontem a “normalidade e civismo” da votação na região de Maputo que visitou. Em Portugal, os emigrantes moçambicanos deram vitória à Guebuza (75,86% de votos) e Frelimo (70,18%). Dos 910 eleitores que foram às urnas em Lisboa e no Porto, 634 votaram.
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