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Correio da Manhã

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Guerra do Afeganistão não pode ser perdida

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu este sábado que os aliados não podem perder a guerra contra o terrorismo, que está a ser travada no Afeganistão.
22 de Dezembro de 2007 às 15:42
Em visita de algumas horas àquele país, o chefe de Estado de França referiu que no Afeganistão “estão em jogo duas coisas extremamente importantes: a solidez dos acordos entre os aliados e a guerra contra o terrorismo”.
Após um encontro com o seu homólogo Hamid Karzai, Sarkozy sublinhou a necessidade de agir para que “o Afeganistão não se torne um Estado terrorista”, como aconteceu quando os talibãs estiveram no poder no país, entre 1996 e 2001, antes de serem derrubados por uma coligação internacional devido ao seu apoio à al-Qaeda.
Desde que foram derrubados, os talibãs lançaram uma rebelião contra o poder instituído do presidente Karzai, eleito democraticamente em 2004 e que recolhe o apoio dos países aliados.
No terreno, a NATO conta actualmente com 40 mil homens, 1 600 dos quais soldados operacionais franceses apoiados por outros 400 em tarefas logísticas. Os Estados Unidos marcam ainda presença com 20 mil homens.
“Não queremos que o Afeganistão se torne a base de retaguarda do terrorismo mundial”, acrescentou, lembrando que a França “tem pago um preço de sangue” para permitir a consolidação da democracia neste país.
Desde o fim de 2001, 13 soldados franceses morreram no teatro de guerra, qualificado de “extremamente perigoso” por Sarkozy.
O presidente francês sublinhou ainda que as tropas francesas “não são uma força de ocupação”, e que estão no país “para ajudar as autoridades legítimas afegãs na sua luta contra os traficantes de droga, os talibãs e a al-Qaeda”.
PRIMEIRO-MINISTRO AUSTRALIANO EM VISITA SURPRESA
No mesmo dia, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, eleito recentemente, fez uma visita surpresa ao Afeganistão, aproveitando para visitar os cerca de 900 militares do seu país, estacionados na província de Uruzgan, no centro-sul.
De seguida, Rudd voou para Cabul, capital do Afeganistão, onde se encontrou com o presidente Hamid Karzai, que antes tinha recebido o seu homólogo francês.
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