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Guerra já custou cerca de 200 mil milhões de euros à economia síria

Conflitos afetam o país desde março de 2011 e já fizeram mais de 320 mil mortos.
10 de Julho de 2017 às 19:10
A Grande Mesquita de Alepo
Alepo
Síria
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Os seis anos de conflito na Síria destruíram infraestruturas e representaram perdas de cerca de 226 mil milhões de dólares (200 mil milhões de euros) para a economia daquele país, segundo estimativas do Banco Mundial divulgadas hoje.

A guerra que afeta a Síria desde março de 2011 já fez mais de 320 mil mortos e provocou o deslocamento de mais de metade dos cerca de 18 milhões de habitantes do país.

A par da referência aos milhares de mortos e à destruição das principais infraestruturas, a análise do Banco Mundial sublinhou que o conflito "destruiu em pedaços o tecido social e económico" do país.

"O número de vítimas é devastador, mas a guerra destruiu também as instituições e os sistemas que são necessários para as empresas funcionarem, e a sua reparação será um maior desafio do que a reconstrução das infraestruturas em si mesma, um desafio que cresce gradualmente à medida que a guerra continua", afirmou o vice-presidente do Banco Mundial para o Médio Oriente e para o norte de África, Hafez Ghanem.

Segundo o relatório da instituição internacional, as perdas acumuladas do Produto Interno Bruto (PIB) sírio desde 2011 "estão estimadas em 226 mil milhões de dólares (cerca de 200 mil milhões de euros), cerca de quatro vezes mais que o PIB da Síria em 2010".

O Banco Mundial referiu que o conflito danificou ou destruiu 27% do parque habitacional do país liderado pelo Presidente sírio, Bashar al-Assad, e cerca de metade dos centros médicos e de educação.

O documento da instituição internacional acrescentou que, entre 2010 e 2015, cerca de 538 mil empregos têm desaparecido anualmente. O relatório destacou igualmente que três em cada quatro sírios em idade ativa -- cerca de nove milhões de pessoas -- não estão a trabalhar, não estão matriculadas na escola ou num centro de formação.

"As consequências a longo prazo desta inatividade será uma perda coletiva do capital humano que vai levar a uma escassez de competências na Síria", frisou a entidade.

Os danos no setor da saúde também têm sido devastadores, de acordo com o relatório do Banco Mundial, que admite que mais pessoas irão morrer devido ao colapso do sistema médico do que nos próprios combates.

"O colapso dos sistemas que organizam a sociedade e a economia, bem como a confiança entre as pessoas, teve um maior impacto económico do que a destruição física das infraestruturas", mencionou o mesmo documento.

Se a guerra civil síria acabar até ao final do ano corrente, a instituição internacional anteviu que o PIB do país conseguirá recuperar, em quatro anos, 41% do seu valor face aos indicadores macroeconómicos antes do conflito.
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