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Correio da Manhã

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Guerra nuclear na Coreia pode começar a todo instante

"Se os EUA ousarem invadirem o nosso sagrado território não escaparão ao nosso severo castigo", assegurou Kim In Ryong.
17 de Outubro de 2017 às 01:53
Kim Jong-un
Kim Jong-un passa revista às tropas em parada, na Coreia do Norte
O líder norte-coreano, Kim Jong-un
Kim Jong-un, Presidente da Coreia do Norte
Kim Jong-un
Kim Jong-un passa revista às tropas em parada, na Coreia do Norte
O líder norte-coreano, Kim Jong-un
Kim Jong-un, Presidente da Coreia do Norte
Kim Jong-un
Kim Jong-un passa revista às tropas em parada, na Coreia do Norte
O líder norte-coreano, Kim Jong-un
Kim Jong-un, Presidente da Coreia do Norte
O número dois da representação diplomática da Coreia do Norte nas Nações Unidas (ONU) afirmou na segunda-feira que uma guerra nuclear na península coreana "pode começar a qualquer momento".

Kim In Ryong afirmou na comissão para o Desarmamento da ONU que a Coreia do Norte é o único país no mundo que foi sujeito a uma "tão extrema e direta ameaça nuclear" pelos Estados Unidos desde os anos 1970, adiantando que o país tem o direito de possuir armas nucleares para se defender.

Apontou para os exercícios militares em larga escala feitos pelos EUA, usando "ativos nucleares", e acentuou que o mais perigoso é o que designou como um plano norte-americano para montar "uma operação secreta para a remoção da liderança suprema" norte-coreana.

Este ano, afirmou Kim, a Coreia do Norte "tornou-se um poder nuclear, que possui capacidade de projeção com vários alcances, incluindo a bomba atómica, a bomba de hidrogénio e mísseis balísticos intercontinentais", acentuando que "a totalidade do território continental dos EUA" está ao alcance da Coreia do Norte.

"Se os EUA ousarem invadirem o nosso sagrado território não escaparão ao nosso severo castigo em qualquer parte do mundo", assegurou.

EUA "não descartam" conversações diretas com Pyongyang
O subsecretário de Estado norte-americano, John J. Sullivan, afirmou hoje, na sua visita a Tóquio, que a Casa Branca "não descarta" a possibilidade de dialogar diretamente com a Coreia do Norte, apesar do atual contexto de tensão.

Sullivan defendeu assim a via diplomática para resolver a crise na região, após reunir-se com o seu homólogo nipónico durante o segundo dia da sua visita ao Japão, integrada numa viagem asiática centrada na questão norte-coreana.

"Ainda estamos centrados em elevar a pressão [sobre a Coreia do Norte], não descartamos a possibilidade de conversações diretas", afirmou Sullivan, depois do seu encontro com o vice-ministro japonês dos Negócios Estrangeiros, Shinsuke Sugiyama, em declarações recolhidas pela emissora estatal NHK.

"O nosso enfase está na diplomacia para resolver este problema. Não obstante, devemos estar preparados para o pior, juntamente com os nossos aliados Japão e Coreia do Sul, entre outros, caso a diplomacia falhe", acrescentou o subsecretário dos Estados Unidos.

Estas declarações reafirmam a recente aposta no diálogo da administração liderada por Donald Trump, antes da próxima viagem asiática do Presidente, depois de Washington e Pyongyang terem trocado ameaças no mês passado.

Trump, que visitará a Coreia do Sul, o Japão e a China, assegura que continua a procurar uma solução diplomática antes de optar pela via militar, tal como afirmou no fim de semana o seu secretário de Estado, Rex Tillerson, numa entrevista televisiva.

Pequim insistiu na necessidade de negociações diretas entre Washington e o regime liderado por Kim Jong-un para resolver a situação, ainda que tanto os Estados Unidos como o seu aliado Japão tenham rejeitado a via diplomática caso Pyongyang não renuncie ao desenvolvimento de mísseis balísticos e bombas nucleares.
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