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Correio da Manhã

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GUERRILHA INTENSIFICA ATAQUES NO IRAQUE

Uma vaga de ataques coordenados lançados esta quinta-feira pela guerrilha causaram mais de 90 mortos e centenas de feridos em várias cidades do Iraque. Muitas das vítimas são agentes da Polícia iraquiana, sendo que o Exército dos EUA já confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.
24 de Junho de 2004 às 08:36
GUERRILHA INTENSIFICA ATAQUES NO IRAQUE
GUERRILHA INTENSIFICA ATAQUES NO IRAQUE FOTO: Reuters
O grupo extremista islâmico Jama’at al-Tawhid wal Jihad (Monoteísmo e Jihad), liderado por Abu Musab al-Zarqawi, ligado à organização terrorista Al-Qaeda, já reivindicou a responsabilidade por esta onda de ataques.
Em Mossul, no Norte do Iraque, as explosões de cinco carros-bomba, quatro junto a esquadras de Polícia e uma no centro da cidade, causaram, pelo menos 47 mortos e mais de 200 feridos.
Em Baquba, cidade situada 60 quilómetros a norte de Bagdad, um ataque contra um posto de Polícia e trocas de tiros entre soldados norte-americanos e elementos da guerrilha causaram pelo menos 19 mortos, a maioria dos quais polícias, e mais de 20 feridos.
Em Ramadi, 110 quilómetros a oeste de Bagdad, foram atacadas outras duas esquadras de Polícia e a casa de um responsável pela segurança com morteiros, que terão feito pelo menos sete mortos.
Na capital iraquiana, Bagdad, um suicida disfarçado de polícia fez detonar uma mala carregada de explosivos que transportava consigo junto a um posto de controle, matando quatro guardas.
Também em Faluja, 50 quilómetros a Oeste da capital iraquiana, ocorreram confrontos entre as forças da coligação e os guerrilheiros, que fizeram pelo menos 9 mortos e cerca de 40 feridos.
Nesta mesma cidade, os guerrilheiros atingiram um helicóptero norte-americano Cobra, um incidente que não causou vítimas, de acordo com uma fonte do Exército dos EUA.
Entretanto, as forças da coligação, cuja Força Aérea está a atacar as posições ocupadas pelos rebeldes, encerraram a estrada que liga esta cidade à fronteira com a Jordânia. Registam-se também confrontos entre as forças da coligação e os rebeldes noutras cidades.
O grupo extremista islâmico liderado por Abu Musab al-Zarqawi já reivindicou, em comunicado, a responsabilidade desta onda de ataques contra a Polícia iraquiana e as forças da coligação.
No comunicado, o grupo ligado à Al-Qaeda avisa os iraquianos para acatarem as ordens da resistência e para não saírem das suas casas quando isso lhes for ordenado.
“Nos próximos dias vão ser lançados ataques contra as forças de ocupação e contra os que colaboram com elas”, assinala o texto do comunicado, sublinhando que quem se opuser às ordens da resistência será morto.
Nos últimos dias, à medida que se aproxima a data de transferência de poderes da coligação para o governo interino iraquiano, no final de Junho, os rebeldes têm vindo a aumentar os ataques e acções terroristas.
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