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Guiné acusa Portugal de apoiar golpe de Estado

Executivo de Bissau diz que objectivo era devolver o poder a Carlos Gomes Júnior
22 de Outubro de 2012 às 09:47
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior
O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior FOTO: Lusa

"O Governo considera Portugal, a CPLP e Carlos Gomes Júnior como os promotores desta tentativa de desestabilização" considerou o Governo da Guiné Bissau na noite de domingo, após o ataque a um quartel, que provocou a morte a sete pessoas naquele país.

De acordo com o comunicado lido pelo ministro da Comunicação do país, Fernando Vaz, o objectivo era "derrubar o Governo" presidido interinamente por Sherifo Nhamadjo, mas também "colocar em causa todo o processo político em curso para fazer regressar Carlos Gomes Júnior ao poder e, também, o de justificar a presença de uma força internacional" na Guiné Bissau.

Antes da acusação do executivo guineense, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português já tinha reagido, também em comunicado, aos acontecimentos, manifestando "solidariedade com o povo guineense" e apelando à paz, considerando que "apenas por um processo político será possível superar a actual situação de crise" no país, e rejeitando uma solução militar. O Correio da Manhã tentou obter uma reacção do MNE à acusação do executivo de Nhamadjo mas tal não foi, até ao momento, possível.

Ao CM Carlos Gomes Júnior garantiu ontem ser "promotor da democracia", remetendo explicações para "logo que se saiba o que aconteceu".

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