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Correio da Manhã

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Guterres critica falta de ambição da comunidade durante Cimeira do Clima

Líder da ONU garante que não vai desistir na luta contra o aquecimento global.
Marco Fonseca Pereira 16 de Dezembro de 2019 às 01:30
António Guterres
António Guterres
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, confessou estar "desiludido" com o resultado da Cimeira do Clima.

Os países reunidos em Madrid chegaram este domingo a um acordo parcial para cortar as emissões de gases com efeito de estufa. O documento reconhece a urgência em combater o aquecimento global, mas não houve consenso quanto a pontos essenciais como a regulação dos mercados de carbono.

"Estou desiludido com os resultados da COP25. A comunidade internacional perdeu uma oportunidade importante para mostrar uma maior ambição na mitigação, adaptação e financiamento para enfrentar a crise climática. Mas não podemos desistir, e eu não vou desistir", escreveu Guterres no Twitter.

António Guterres garantiu ainda que vai trabalhar para que 2020 seja "o ano em que todos os países se comprometem a fazer o que a Ciência diz" e para atingir a neutralidade carbónica até 2050, assim como impedir o aumento da temperatura do planeta para lá dos 1,5 graus.

O acordo aprovado em Madrid pede um aumento da ambição no combate às alterações climáticas, apresenta medidas para apoiar os países mais vulneráveis aos fenómenos climáticos e exorta os países desenvolvidos a apoiarem financeiramente os países mais frágeis.

O Brasil quase bloqueou a aprovação do documento ao recusar reconhecer o papel dos oceanos e do uso da terra nas alterações climáticas. A intervenção do representante brasileiro motivou uma série de protestos.

Pormenores
"Soube a pouco"
O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, lamentou o resultado da Cimeira do Clima, dizendo que "soube a pouco" porque "o pouco que tinha para concluir não concluiu".

Organizações lamentam
As organizações ambientalistas Oikos e Zero consideraram "pouco positivo" o acordo alcançado e acusaram os EUA, Austrália e Brasil de proteger os seus interesses económicos.
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