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Correio da Manhã

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Guzmán volta a ser julgado

O megajulgamento do líder máximo do Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, e de outros onze membros da cúpula daquela organização teve ontem início na capital peruana, Lima, sob apertadas medidas de segurança. O processo deverá ser longo.
27 de Setembro de 2005 às 00:00
Abimael Guzmán
Abimael Guzmán FOTO: Ho (Reuters)
De acordo com um documento judicial, a acusação pedirá prisão perpétua para Guzmán e ainda o pagamento de uma indemnização de 909 milhões de dólares. A mesma condenação será pedida para os restantes acusados, entre os quais a sua companheira sentimental, Elena Iparraguirre.
A defesa vai basear-se em erros processuais ocorridos desde a detenção do líder do Sendero Luminoso, a 12 de Setembro de 1992.
O líder daquela organização terrorista, que segundo a Comissão da Verdade e da Reconciliação (CVR) provocou mais de metade dos quase 70 mil mortos da guerra interna peruana, entre 1980 e 2000, é julgado por terrorismo e homicídio qualificado.
Esta é a terceira vez que Guzmán, de 70 anos – também conhecido por ‘Presidente Gonzalo’ ou ‘Camarada Gonzalo’ – se senta no banco dos réus. A primeira foi durante o governo de Alberto Fujimori (1990-2000), tendo as sentenças sido anuladas em 2003 pelo Tribunal Constitucional. A segunda foi em Novembro de 2004, mas o processo também foi anulado.
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